SAÚDE

Recém-nascida foi colocada em incubadora sem roupas por enfermeira e por isso sofreu queimaduras, aponta Polícia

Técnica deixou recém-nascida sem proteção na incubadora, que chega a 47,1ºC. A Criança, com menos de um mês de vida, teve lesões pelo corpo


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 19/09/2019 às 16:09:48

Recém-nascida sofreu queimaduras pelo corpo (Foto: Reprodução)
Recém-nascida sofreu queimaduras pelo corpo (Foto: Reprodução)

A bebê recém-nascida que sofreu queimaduras em uma incubadora no Hospital e Maternidade São Judas Tadeu, em Goiânia, foi colocada no local sem roupas, por uma enfermeira. A conclusão é da Polícia Civil (PC), que finalizou as investigações. Segundo a PC, a técnica de enfermagem teria manuseado a criança de forma imprudente. O caso aconteceu em julho deste ano, quando a bebê, com menos de um mês de vida, sofreu queimaduras dentro do equipamento.

A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) apurou que a profissional deixou a recém-nascida sem proteção sobre a superfície do equipamento, que chega a 47,1ºC. Para a polícia, a técnica confirmou que teria colocado o bebê apenas de fraldas sobre a superfície, sem desligar a incubadora.

Segundo Carolina Borges Braga, delegada responsável pelo caso, foi feito um exame de corpo de delito na criança. “O médico legista comprovou que as lesões foram ocasionadas ao deixar a recém-nascida sob alguma superfície com alta temperatura. O equipamento estava funcionando normalmente sem nenhum defeito”, afirma.

A delegada disse que, com base nos laudos periciais e nos relatos colhidos, a técnica de enfermagem será indiciada pelo crime de lesão corporal culposa. “O Inquérito será remetido ainda nesta quinta-feira para o Poder Judiciário”, conclui.

Peritos criminais fazem a retirada da incubadora da maternidade (Foto: Divulgação/Polícia Científica)

Perícia na incubadora

No dia 23 de julho, a incubadora foi encaminhada para perícia na Seção de Engenharia Forense da Polícia Técnico-Científica de Goiás. O equipamento passou por uma série de exames para verificar se o funcionamento estava de acordo com as instruções do fabricante. A perícia indicaria também se a máquina atendia ao normativo técnico da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

O laudo da perícia ficou pronto em 15 de agosto, apontando que a manutenção da incubadora da Unidade de Terapia está em dias e o equipamento não apresenta nenhum defeito.