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Queiroga diz à CPI que decisão de não efetivar Luana Araújo em secretaria é dele

Luana ficou 10 dias no cargo de Secretária Executiva, mas não foi nomeada

Luana ficou 10 dias no cargo de Secretária Executiva, mas não foi nomeada
Queiroga voltou a negar interferência política na decisão de não nomear Luana (Foto: Jefferson Rudy/ Agência Senado)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta terça-feira (8) que a decisão de não efetivar a médica infectologista Luana Araújo foi dele. Ela ocupou por 10 dias a cadeira de secretária extraordinária de combate à Covid-19, mas não chegou a ser nomeada.

“Eu entendi que, no momento, não seria o perfil mais adequado para ficar à frente da Pasta”, afirmou Queiroga, que presta hoje novo depoimento à CPI da Covid. “Eu entendi que, em face do perfil da doutora Luana, em despeito dela ser uma pessoa muito qualificada, não ia contribuir comigo para harmonizar questões que são discutidas aqui acerca de tratamento inicial”.

Queiroga voltou a negar interferência política na decisão de não nomear Luana. O ministro também disse que deve escolher um nome que preencha o perfil até sexta-feira (11). “Alguém que tenha espírito público, qualificação técnica, que conheça o Ministério da Saúde e que seja capaz de me ajudar no combate à pandemia”.

O desligamento de Luana em 22 de maio motivou sua convocação à CPI da Covid, onde ela se posicionou firmemente contra o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19 — e criticou colegas de profissão que a prescrevem —, explicou questões médicas com clareza e defendeu a ciência, ganhando elogios de senadores e do público que a acompanhou pela TV.