GOIÁS

Queda de energia causada por pipas aumenta 28% em Goiânia

Goiânia e Aparecida são as cidades que concentram o maior número de ocorrências, somando 35% dos casos em Goiás


Laylla Alves
Do Mais Goiás | Em: 14/09/2020 às 16:06:58

(Foto: Divulgação | Enel Distribuição Goiás)
(Foto: Divulgação | Enel Distribuição Goiás)

Entre janeiro e agosto deste ano, houve aumento de 28% nos episódios de interrupção de fornecimento de energia provocados por pipas em comparação com o mesmo período do ano passado, em Goiás. Além da falta de energia, o contato de pipas com linhas de transmissão pode ocasionar descargas elétricas.

De acordo com informações da Enel, Goiânia e Aparecida são as cidades que concentram o maior número de ocorrências, já que os dois municípios respondem por cerca de 35% de todos os casos do Estado.

Embora Goiânia tenha registrado queda de -7,85% nos episódios de interrupção no abastecimento de energia causada por pipas, Aparecida apresentou um aumento de 26,35%. Em Anápolis, esse tipo de ocorrência teve crescimento de 155%.

Apenas neste ano, mais de 185 mil unidades consumidoras ficaram sem energia elétrica por conta do contato do brinquedo com a rede de transmissão. Quando isso acontece, é preciso fazer os reparos na rede elétrica e substituir parte dos fios para restabelecer o serviço para a população.

Como evitar

De acordo com a Enel, deve-se usar materiais metálicos na fabricação deste brinquedo, pois conduzem eletricidade, aumentando a chance de choque elétrico, podendo causar até a morte de uma pessoa. Também é importante não encostar em qualquer objeto estranho que esteja pendurado à rede elétrica.

O uso de cerol oferece mais um risco, pois ele corta a camada de borracha que reveste os fios de alumínio ou de cobre, criando a situação de transferência de corrente elétrica.

Deve-se também evitar o lançamento de pipas, sapatos, bolas, bandeirinhas e balões, pois pode gerar risco de descargas elétricas no momento em que o objeto encosta na rede.

A distribuidora também alerta à população para que não mexa em qualquer componente da rede elétrica, como a fiação aérea, por exemplo. Somente técnicos da Enel, treinados para este trabalho que exige o uso de equipamentos de segurança, estão aptos a manusear a rede.

Vale ressaltar também que uso da linha chilena, que possui poder de corte quatro vezes maior que o cerol, tem agravado ainda mais a situação. Além dos risco de acidentes fatais para pedestres e motociclistas, os danos à rede elétrica também são maiores.

*Com informações da Enel