Repercussão

PSOL protocola pedido de impeachment de Marconi Perillo

Partido alega que operação realizada ontem pela Polícia Federal comprovou o crime de responsabilidade do governador




O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) protocolou na tarde desta quarta-feira (24) um pedido de impeachment do governador Marconi Perillo na Assembleia Legislativa Do Estado de Goiás. De acordo com o advogado da legenda, Nabson Santana, a proposta é fundamentada no artigo 38 da Constituição do Estado de Goiás, que regula as responsabilidades do Governador.

Segundo o pedido, a Operação Decantação realizada ontem pela Polícia Federal comprovou o crime de responsabilidade do governador, uma vez que foi revelado que dinheiro era desviado da Saneago para financiar campanhas políticas.  O documento entregue pelos dirigentes partidários ainda destaca que, ao indicar os acusados para ocupar cargos de confiança e de alto escalão na administração do Estado, Marconi teria cometido improbidade administrativa.

“Nas transcrições das gravações demonstra que o dinheiro desviado era diretamente para a campanha dele [Marconi Perillo]. Temos prova material para isso [pedir o impeachment]. Há sim o crime de responsabilidade dele e a constituição do Estado prevê que nesse caso é impeachment”, defende Nabson.

Ainda de acordo com o advogado, o PSOL ainda tem outro caminho para garantir a cassação do governador. Na próxima semana, o partido vai entrar com uma representação no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). A justificativa é que a campanha do tucano teria sido financiada com dinheiro ilícito. “Isso é passível de cassação do mandato dele pela própria Justiça Eleitoral.”

Como o governador tem a maioria dos deputados na Casa, Nabson assume que o projeto terá dificuldades para ser encaminhado. Contudo, ele confia no apoio da oposição e no bom senso dos parlamentares. “Se os deputados tiverem um mínimo de decência eles vão abrir esse pedido de impeachment e provavelmente vão caçá-lo porque o crime que está previsto é bem claro e evidente”, ressaltou.

Procurada pelo Mais Goiás, a assessoria de imprensa do governador disse que não irá se pronunciar sobre o assunto.