Política

PSDB entra com ação contra Kajuru por “Fake News”

O processo teve início na Justiça Eleitoral nesta quarta-feira (3)


Bárbara Zaiden

Do Mais Goiás | Em: 04/10/2018 às 18:22:45


(Foto: Reprodução/ Câmara de Goiânia)
(Foto: Reprodução/ Câmara de Goiânia)

A coligação Goiás Avança Mais, da chapa majoritária do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em Goiás, entrou com processo contra o candidato ao Senado Federal Jorge Kajuru (PRP) por disseminação de Fake News. A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), impetrada no Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), tem base em outros 25 casos envolvendo o vereador e o oponente Marconi Perillo (PSDB).

Alguns destes processos já foram julgados, outros estariam em fase de recurso. O pedido da coligação é de que, caso eleito, Kajuru não seja diplomado, por ter disseminado informações falsas, principalmente na internet.  É o que explica o advogado que representa a coligação tucana no processo, Juberto Ramos Jube.

“O pedido é que ao final do processo a ação seja julgada procedente. A condenação, assim, será em cima da perda do diploma ou do mandado. Ou ele é condenado, ou não. Sendo condenado, ele se torna ficha suja, com inelegibilidade por oito anos”, afirma Jube.

O processo tem como base a Lei Complementar 64/90, “para apurar uso indevido, desvio ou abuso do poder econômico ou do poder de autoridade, ou utilização indevida de veículos ou meios de comunicação social, em benefício de candidato ou de partido político”. O caso será julgado pelo vice-presidente do TRE-GO, Zacarias Neves Coelho.

O processo tem como base a Lei Complementar 64/90 e será julgado pelo vice-presidente do TRE-GO (Foto: Reprodução)

O advogado do vereador Jorge Kajuru (PRP), Rogério Paes, afirma que processo da coligação Goiás Avança Mais contra o vereador é eleitoreira e não judicial. “Nós não estamos preocupados com essa ação, porque achamos que eleição se ganha na urna, não no ‘tapetão’”, afirma.

Segundo Paes, essa é uma tentativa de causar preocupação nos eleitores e mostrar a eles que, caso eleito, Kajuru poderia não assumir a cadeira no Senado. “Quer fazer da ação judicial um ato político para gerar insegurança no eleitor, ou quer ganhar no ‘tapetão’”, reafirma o advogado. Ele ainda acredita que que há poucas chances do processo ser julgado antes da votação, no próximo domingo.

O advogado ainda afirma que a ação é de interesse exclusivo de Marconi Perillo. E ainda faz referências à Operação Cash Delivery, deflagrada na última semana. “Eu acho que o candidato tem mais com o que se preocupar se ele não ganhar a eleição, do que com isso”, finaliza Paes.