Francisco Costa
Do Mais Goiás

Protesto é resposta a atos antidemocráticos, diz presidente de organizada

Manifestantes tem orientado distanciamento e gritado palavras de ordem contra racismo e contra o presidente Bolsonaro; movimento segue pacífico

Protesto é resposta a atos antidemocráticos, diz presidente de organizada
Protesto é resposta a atos antidemocráticos, diz presidente de organizada

Além de estudantes e movimentos estudantis, torcidas de clubes de Goiás também participam da manifestação pela democracia que ocorre na Praça Cívica, em Goiânia, neste domingo (7). No local, a Vila Metal (Vila Nova), Dragão Antifascista (Dragão) e Esmeraldinos Antifas (Goiás). Igor Dias, presidente da Vila Metal, disse que o protesto é uma resposta aos pedidos de manifestações pró-governo pela volta da ditadura e pelo fechamento do STF e Congresso.

“Estamos cansados de ver gente pedindo a ditadura e pela censura da imprensa. Vocês sabem como a imprensa é tratada. Basta, somos 70% contra essa política fascista e genocida”, declarou Igor. Segundo dados da organização, a manifestação tem de 200 a 300 presentes.

Na ocasião, Igor também reforçou a importância pelo afastamento entre as pessoas, a fim de evitar a disseminação do novo coronavírus. Praticamente todos os manifestantes utilizavam máscara. Para aqueles que não tinham, havia, ainda, uma estrutura fornecendo a proteção, além de álcool em gel, kit de primeiro socorros e água potável.

A estudante Júlia, que montou a base de distribuição junto de amigos, não faz parte de nenhum movimento. Ela afirma, porém, que o intuito da ação é reduzir os riscos de contágio da pandemia. “Estamos aqui pela saúde publica, bem estar da sociedade, movimento negro e antifascismo”, resume.

Base de apoio para distribuição de máscaras (Foto: Hugo Oliveira)

Ex-deputado

O ex-deputado federal Mauro Rubem também participa do movimento pela democracia que ocorre neste domingo, na Praça Cívica, em Goiânia. “Estamos aqui para combater o racismo estrutural do Brasil e impor a este governo fascista e genocida regras que são necessárias para preservar vidas e proteger as pessoas deste racismo e do novo coronavírus.”

Durante o ato, manifestantes gritavam, também, palavras de ordem antirracistas, bem como “Miguel Presente” e “João Pedro Presente”, duas vítimas atribuídas ao racismo pelos movimentos que compõem o ato. “Fora Bolsonaro” e “Fogo nos racistas” também faziam parte do coro.

Intimidação

O estudante Mateus Ferreira, integrante do movimento de Direitos Humanos Dom Tomás Balduíno, que já foi vítima de violência policial no passado, disse haver intimidação por parte da PM. Segundo, ele, a Praça Cívica foi fechada e o acesso tem sido dificultado.

O coronel Moura, da Polícia Militar, afirmou que não houve bloqueio da praça e nem intimidação. Segundo ele, a manifestação segue tranquila e sem intercorrência. Em relação a revista, ele afirma se tratar de um método de segurança pública que, se o agente achar necessário, a lei permite realizar. Os manifestantes se organizam para seguir rumo à praça Universitária.

(Foto: Hugo Oliveira)