Algemada na frente dos alunos

Professora é detida por desacato no IFG de Águas Lindas de Goiás

A docente afirma que foi agredida pelos policiais. A situação teria começado quando ela gravou a ação deles em relação aos estudantes


Bárbara Zaiden

Do Mais Goiás | Em: 15/04/2019 às 14:54:19


IFG Campus Águas Lindas de Goiás (Foto: IFG)
IFG Campus Águas Lindas de Goiás (Foto: IFG)

Uma professora foi detida por desacato à autoridade na manhã desta segunda-feira (15), no Instituto Federal de Goiás (IFG) Águas Lindas de Goiás. A Polícia Civil (PC) teria entrado no campus a pedido do diretor da unidade devido a possível ameaça de atentado à instituição. A professora teria gravado a ação dos policiais e afirma que foi agredida quanto tiraram o celular da mão dela.

Camila de Souza Marques Silva foi levada à delegacia e liberada após assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), acompanhada de um advogado do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe). Neste momento, ela está a caminho do hospital para checar a lesão na mão, acompanhada de uma equipe do sindicato.

A situação teria começado quando ela gravou a ação e a postura dos policiais em relação aos estudantes. Segundo Camila, incialmente ela ia até a delegacia apenas como testemunha para companhar os alunos. A situação teria mudado quando ela questionou o uso de viaturas sem plotagem oficial. A professora, então relata que os policiais impediram que ela ligasse para o advogado, tomaram o celular da mão dela e a algemaram.

Camila alega que o policial a agrediu ao apertar a mão dela com força para retirar o celular. “Eles me algemaram, na frente daquele tanto de estudante. Me mandaram calar a boca, disseram que eu ia ser tratada da forma como eu merecia”, afirma.

Nos hospital, para realizar exame de corpo de delito, ela afirma que os policiais a interromperam quando foram questionada pelo médico se sofreu agressão. “Eles começaram a gritar, a intervir. Falaram que era da algema. Interviram e gritando, disseram: ‘isso não é da profissão dela, doutor’?”.

A professora diz que na volta à delegacia o delegado a repreendeu e que só então permitiram que ela ligasse para um advogado. O Mais Goiás tenta contato com a Polícia Civil para um posicionamento oficial. O IFG não quis se posicionar sobre o assunto. Esta notícia será atualizada a qualquer momento.