Cidades

Professor do colégio militar é afastado após aluna denunciar assédio, em Anápolis

O caso é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O profissional nega as acusações


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 16/05/2019 às 15:08:31

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)
(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Um professor de Educação Física do Colégio Estadual da Polícia Militar Professor Gabriel Issa (CEPMG), em Anápolis, foi afastado da unidade escolar após denúncia de assédio a uma aluna de 15 anos. O caso foi registrado na última segunda-feira (13) e é investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O profissional nega as acusações.

Segundo informações da direção da escola, a estudante procurou a divisão disciplinar da unidade e informou que não queria assistir a aula do professor, já que ele havia feito insinuações a ela por meio de uma rede social. Aos militares, a garota afirmou que possui o educador na plataforma desde 2018. No entanto, em 2019 ele teria enviado mensagens com conotação sexual à adolescente. A jovem apresentou prints com a conversa.

Ainda conforme a instituição, todas as medidas cabíveis foram tomadas após a unidade tomar conhecimento dos fatos. A mãe da adolescente foi chamada para uma reunião no colégio e um relatório sobre o caso foi encaminhado aos órgãos competentes para abertura de processo investigatório/sindicância.

Na terça-feira (14), a escola anunciou que o professor foi afastado. “Continuando as apurações sobre a denúncia recebida ontem (13), envolvendo um professor da unidade, informamos que a Coordenação Regional de Educação atendeu nosso pedido de afastamento do docente”, diz a nota.

Redes sociais

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que diversos alunos e ex-alunos do colégio criaram publicações e uma campanha com a hashtag #QuemOmiteConsente. No perfil da escola, os usuários também criticaram a situação e cobraram o posicionamento e explicações da instituição. “A gente não vai ficar calado, pedofilia e assédio é CRIME, se a escola não fazer barulho, a gente vai fazer!!! (sic)”, disse um usuário. “Caso você tenha sido uma das vítimas, queremos que saiba que sua voz será escutada”, comentou outro.

 

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

 

Também por meio de redes sociais, o professor se pronunciou e afirmou estar surpreso com as denúncias. “Quero esclarecer a todos que não tenho snapchat! Tive a rede social a 3 ou 2 anos atrás e não sei nem login nem senha desta rede social. Peço a todos que antes de julgarem investiguem se é verdadeiro”, diz trecho da postagem.

(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

 

A reportagem procurou a delegada responsável pelo caso, Kenia Batista Dutra Segantini, e foi informada que os envolvidos serão intimados nos próximos dias para prestarem depoimentos. Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de Goiás (Seduc) informou que será aberta uma sindicância para apurar o ocorrido e que já afastou o professor da unidade escolar. Confira o texto na íntegra:

Em relação à denúncia de assédio sexual envolvendo um professor e uma aluna do Colégio Estadual da Polícia Militar de Goiás (CEPMG) Gabriel Issa, em Anápolis, a Secretaria Estadual de Educação de Goiás (Seduc) esclarece que será aberta uma sindicância, sob a responsabilidade da Gerência de Processo Administrativo Disciplinar, para averiguar os fatos e se houver veracidade na denúncia será instaurado um Processo Administrativo (PAD) contra o professor. 
Como medida de segurança para todos os envolvidos e para que a apuração dos fatos ocorra dentro da normalidade, a Seduc já afastou o professor da unidade escolar onde lecionava.