Prisão temporária de Jayme Rincon pode terminar nesta terça-feira

O ex-coordenador da campanha de José Eliton teve habeas corpus negado neste domingo (30) e tem nova audiência hoje


Bárbara Zaiden
Do Mais Goiás | Em: 02/10/2018 às 08:25:12

Jayme Rincón já havia sido preso na Operação Cash Delivery 
(Foto: Reprodução)
Jayme Rincón já havia sido preso na Operação Cash Delivery (Foto: Reprodução)

A prisão temporária de Jayme Rincon pode terminar nesta terça-feira (02). Neste domingo (30), ele teve o pedido de Habeas Corpus negado pelo desembargador Kássio Marques, do Tribunal Federal da 1ª Região (TRF-1).

A prisão temporária pode ser prorrogada por mais cinco dias na audiência desta terça-feira. Outra opção é que a Justiça entenda que o tempo de reclusão foi o suficiente para as investigações e conceda a liberdade a ele. Isso é o que explica a assessoria de imprensa dos advogados de Rincon, que estão em reunião e, por isso, não atenderam a imprensa nesta segunda-feira (01).

Jayme foi preso na Operação Cash Delivery na última sexta-feira (28). Ele era, até então, coordenador de campanha de José Eliton (PSDB), que concorre ao Governo de Goiás. Além de ser, também, presidente licenciado da Agência Goiana de Transporte e Obras (Agetop).

Na operação, além de Jaime, foram presos o filho dele, Rodrigo Godoi Rincon, o empresário Carlos Alberto Pacheco, o motorista de Rincon, o policial militar Márcio Garcia de Moura, e o ex-PM Pablo Rogério de Oliveira.

A Operação Cash Delivery é um desdobramento das investigações da Operação Lava Jato. As investigações são fruto de delações premiadas da Odebrecht. Executivos da empresa afirmaram ter repassado R$ 12 milhões para campanhas de Marconi Perillo em 2010 e 2014, em troca de favores no governo. Para a PF, Jayme era quem recebia os recursos em nome de Perillo, que é apontado como chefe do esquema. Ele foi alvo de busca e apreensão.