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Primo matou bebê afogado por vingança após briga de família em Planaltina, conclui PC

Criança foi encontrada morta depois de pai ser levado à delegacia por suspeita de roubo. Crime ocorreu em julho de 2020

Bebê de 1 ano teria sido morto por vingança após briga de família em Planaltina (Foto: divulgação/redes sociais)
Bebê de 1 ano teria sido morto por vingança após briga de família em Planaltina (Foto: divulgação/redes sociais)

Um primo responderá pelo homicídio do bebê Miguel Tayler Pereira Gualberto, de 1 ano, encontrado afogado em uma piscina na casa dos pais em Planaltina de Goiás em julho de 2020. De acordo com investigações da Polícia Civil (PC), o parente teria provocado a morte do garoto em ato de vingança, após uma briga de família.

Na data do crime, 3 de julho de 2020, Miguel estava sozinho em casa com irmãos de 3 e 6 anos de idade, visto que a mãe tinha saído para o supermercado e o pai – agente de monitoramento Jonas Pereira Gualberto -, nesse intervalo, acabou preso suspeito de participação em um roubo.

De acordo com o delegado Humberto Soares, responsável pelo caso, as investigações apontaram que o suspeito, primo de Miguel, foi até a casa buscar uma moto a pedido de familiares, depois que o tio, pai de Miguel, foi preso. Apurações determinaram que ele permaneceu sozinho com as crianças no imóvel e depois foi embora antes de a família encontrar o bebê sem vida na piscina.

“Esse jovem levou uma surra do tio, que era o pai do bebê, semanas antes de a criança se afogar. Durante a reprodução simulada, nós constatamos que ele foi o último adulto a ver a criança com vida e praticou o crime para se vingar do tio”, explicou o delegado.

Polícia conclui que bebê que se afogou na piscina de casa após o pai ser preso, foi morto por vingança pelo primo, em Planaltina

Bebê que se afogou em piscina foi morto por vingança por primo, em Planaltina (Foto: Reprodução/Internet)

Investigação

Durante o depoimento, o delegado afirma que o jovem apresentou versões diferentes do dia do crime. Na última justificativa, ele afirmou que deixou Miguel no corredor que dá acesso à piscina, mas negou que tivesse jogado o bebê na água.

O delegado afirma que o fato do suspeito ter tido contato com a criança, ter visto que ela estava em situação de perigo e não ter feito nada para impedir sua morte o qualifica como responsável pelo resultado.

“Esse bebê tinha algumas deficiências na coordenação motora, o que o impedia de chegar sozinho até a piscina, subir os degraus que estavam na borda e pular na água. Com isso, concluímos que esse jovem ou jogou a criança, na pior hipótese, ou a colocou em perigo e não impediu que o pior acontecesse”, explicou.

Segundo o delegado, um pedido de prisão preventiva chegou a ser feito ao Judiciário, mas foi negado. Portanto, o jovem responde ao processo em liberdade. O Mais Goiás não conseguiu localizar a defesa dele.

O dia do crime

A família narra que no dia da morte de Miguel, policiais militares chegaram na casa e prenderam o pai da criança, por suspeita de participar de um roubo. Porém, na delegacia, Jonas não foi reconhecido pela vítima do assalto e foi liberado.

De acordo com Jonas, os policiais o renderam na porta de casa, quando ele saiu para pegar uma vassoura. Ele afirma que o algemaram e o levaram para delegacia antes mesmo de ele contar que os filhos estavam ficando sozinhos na casa. Jonas diz que recebeu a notícia de que Miguel havia morrido afogado assim que saiu da delegacia, através da irmã dele.

A família chegou a acusar os policiais de negligência, pois acreditavam que a morte teria sido provocada porque o bebê ficou sozinho com os irmãos. Contudo, em depoimento, os PMs afirmaram que não sabiam que havia crianças sozinhas na residência. Com isso, o delegado descartou qualquer tipo de culpa dos policiais na morte do bebê.