Trânsito e mobilidade

Primeira etapa de obras do BRT deve ser retomada na próxima semana

A ordem de serviços que garante a retomada foi assinada pelo prefeito nesta quinta-feira (15)


Amanda Sales
Do Mais Goiás | Em: 16/03/2018 às 16:07:14

Parte das obras do BRT deve ser entregue em dezembro de 2019 (Foto: Prefeitura de Goiânia)
Parte das obras do BRT deve ser entregue em dezembro de 2019 (Foto: Prefeitura de Goiânia)

As obras de construção do Bus Rapid Transit (BRT) no trecho Norte-Sul de Goiânia, devem ser retomada no final da próxima semana, segundo o titular da  Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Francisco Ivo. A ordem de serviços que garante a continuação foi assinada pelo prefeito Iris Rezende (MDB) nesta quinta-feira (15), em Brasília, e garante recursos no valor de R$ 210 milhões, que serão repassados em duas parcelas – uma de R$ 140 milhões e outra de R$ 70 milhões.

Segundo Francisco, a obra deve ser executada em três etapas relativas aos trechos percorridos pelo BRT. A primeira extensão a ser retomada, conforme a Seinfra já no final da próxima semana, fica entre o Terminal Recanto do Bosque e a Avenida Independência. As próximas extensões a serem concluídas estão entre a Avenida Independência e o Terminal Isidória e entre o Terminal Isidória e o Terminal Cruzeiro do Sul.

Ainda não há previsão de conclusão de cada trecho, mas a obra total deve ser entregue, de acordo com a Seinfra, em outubro de 2020. Segundo a secretaria, serão 21,7 quilômetros de extensão percorridos pelo BRT, que vão contar com seis terminais de integração – três novos (Correios, Rodoviária e Perimetral), dois reconstruídos (Isidória e Recanto do Bosque), um adaptado (Cruzeiro) – e 40 estações de embarque e desembarque.

Histórico

As obras do BRT foram iniciadas em 2015 e tinham precisão inicial para durar vinte meses, no intuito de ligar o Terminal Recanto do Bosque, em Goiânia, ao Terminal Veiga Jardim, em Aparecida. Entretanto, segundo informações do Portal da Transparência, apenas 2,4% da obra foi concluída.

No ano passado, a construção foi paralisada após suspensão do repasse de R$ 10 milhões por parte da Caixa Econômica Federal (CEF) ao consórcio formado pelas empresas EPC e WGV. Os recursos foram retidos após apontamentos da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU) de que itens e materiais estariam acima e outros abaixo do preço.

Em agosto de 2017, trabalhadores da obra do BRT protestaram mais de uma vez contra suspensão de repasses de dinheiro da CEF que estaria comprometendo o pagamento dos salários. Em novembro, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy esteve em Goiânia para se reunir com o Iris Rezende acerca da retomada das obras e de recursos da União que facilitariam a conclusão do projeto.

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