Apreensão

PRF apreende cinco carretas com o dobro do peso permitido em três dias

Sobrepeso além de por em risco a vida dos condutores ainda reduz drasticamente a vida útil da rodovia

Cidades

Jose Abrão
Do Mais Goiás | Em: 03/06/2017 às 12:19:43

PRF acompanha carreta tão pesada que não consegue chegar aos 20 km/h (Divulgação/PRF)
PRF acompanha carreta tão pesada que não consegue chegar aos 20 km/h (Divulgação/PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cinco carretas carregando cerca de 600 toneladas de cana-de-açúcar em apenas três dias na BR-060. De acordo com o inspetor Newton, os veículos carregavam o dobro do peso permitido.

As multas aplicadas chegaram a R$ 80 mil. As carretas só poderão ser liberadas após a remoção do peso excessivo.

“Essa região de Montividiu, do sudoeste goiano, começa a ter agora a colheita de cana para fornecer para grandes usinas sucroalcoleiras, como tem aqui na região de Quirinópolis, Rio Verde, Jataí. Pra abastecer a produção, eles pegam o veículo e colocam o dobro de carga”, explica o inspetor.

O grande problema, segundo ele, é que a rodovia não foi feita para suportar esse peso. “O usuário quando vai pegar uma rodovia ruim, ele se dá mal, mas as empresas que ganham muito dinheiro com o sobrepeso não vão pagar pelo conserto”, denuncia.

Todas as carretas estão detidas em Rio Verde. É um excesso tão grande, que foi necessário cerca de 50 trabalhadores para descarregar apenas o excedente de um dos veículos.

“É não é só o peso: é um grande veículo, fácil de se envolver em um acidente grave. Coloca em risco a vida do condutor e de outros motoristas”, conta o inspetor. Em vídeo, a PRF registrou a escolta de uma carreta tão pesada que não passava dos 20 km/h em alguns trechos. “Quem consegue ultrapassar uma carreta, à noite, à 20 por hora com 30 metros de comprimento?”, questiona.

Além de multa, uma denúncia será encaminhada ao Ministério Público Federal por destruição do patrimônio federal. De acordo com o inspetor, o dano causado por excesso de peso pode reduzir a vida útil do asfalto em 70%, sendo que o trecho em questão, que liga Jataí à capital, foi entregue em 2015 com previsão de durar 15 anos sem precisar de uma grande intervenção.