DIH

Preso taxista que matou colega em frente à Pecuária

Valdivino Ribeiro alega ter sido perseguido por Fernando Arrais após pegar passageiros onde não tinha permissão




A discussão após o embarque de um casal em frente ao Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer), segundo apurou a polícia, foi o que motivou o assassinato, na tarde do último dia 29 de setembro, do taxista Fernando de Souza Arrais, de 42 anos. Preso na segunda-feira (10), o também taxista Valdivino Ribeiro da Silva, de 61 anos, que é bombeiro militar aposentado, confessou o crime.

Segundo o delegado Francisco Júnior, adjunto da Delegacia de Investigações de Homicídios (DIH), Valdivino contou em depoimento que logo após pegar um casal de passageiros no Crer foi perseguido pelo táxi conduzido por Fernando Arrais. Perto dali, em frente ao Parque de Exposições Agropecuárias de Goiás, Fernando, ainda segundo o depoimento do acusado, parou ao lado do carro dele, xingou, e em seguida teria feito menção de pegar alguma coisa debaixo do banco. “Ele disse que por pensar que o Fernando estivesse armado acabou atirando seis vezes contra ele. “Vale lembrar que ao contrário da vítima, o táxi do Valdivino não tinha autorização para pegar passageiros no Crer, o que certamente motivou a discussão”, frisou o delegado.

Apesar de ter se apresentado espontaneamente, e ter entregue o revólver usado no crime, Valdivino Ribeiro permaneceu preso. “No dia seguinte ao crime nós pedimos e a Justiça prontamente decretou a Prisão Temporária dele”, concluiu Francisco Júnior.

Por ser bombeiro, Valdivino Ribeiro vai aguardar julgamento no presídio militar que fica no antigo Batalhão Anhanguera no Setor Pedro Ludovico.