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Presidente nacional do Patriota deve esclarecer supostas irregularidades em convenção

Membros da sigla pediram a anulação da convenção

Presidente do Patriota Nacional deve esclarecer suposta convenção irregular
Presidente do Patriota, Adilson Barroso, ao lado de Bolsonaro (Foto: Divulgação)

O Cartório do Primeiro Ofício de Notas do Distrito Federal emitiu um nota devolutiva em que cobra esclarecimentos do presidente nacional do Patriota, Adilson Barroso, sobre a convenção do último dia 31 de maio por supostas irregularidades. Dependendo do resultado, o evento poderá ser anulado. Na ocasião, houve a filiação do senador Flávio Bolsonaro.

Esta nota, do dia 7 de junho, foi motivada por uma ata que membros do partido levaram a Brasília pela anulação da convenção. Na devolutiva, são pedidos esclarecimentos sobre divergências de quantidades de membros, verificação quórum qualificado para alteração do estatuto da sigla e mais.Após os esclarecimentos – no prazo de 30 dias -, haverá nova análise.

Presidente do Patriota Goiás e secretário nacional da sigla, Jorcelino Braga afirma que o evento teve diversas irregularidades. Apesar disso, ele reforça que a possível anulação da convenção não tem relação com a filiação de Flávio. “Só se a maioria dos membros quiser, mas isso não foi discutido”, informou.

Ainda segundo ele, Adilson, que fez a convocação para a convenção três dias antes do evento – uma vez que o prazo do estatuto é seis – fez modificações no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para trocar delegados, a fim de aprovar as alterações. “Para mudar membros precisa de seis dias de antecedência para convocar a convenção e ter a maioria dos votos.”

Braga também ressalta que o presidente da sigla destituiu quatro delegados, inclusive o vice-presidente, Ovasco Rezende. “E criou dois cargos com direito a voto”, emendou. Um secretário, falecido em decorrência da Covid-19 também foi trocado sem anuência dos demais. Ao todo, Adilson teria garantido sete votos, contabilizou o presidente do Patriota Goiás.

Nota do vice-presidente

Por meio de nota, o vice-presidente da legenda, Ovasco Resende afirmou que, “mesmo com as irregularidades cometidas pelo Adilson, ele não conseguiu dentro da lei, a maioria dos convencionais com direito a voto”.

E ainda: “Desde o primeiro momento entendemos que as manobras feitas pelo atual Presidente do Partido, não atendia a legislação vigente, tornando a suposta convenção, nula de pleno direito. Da nossa parte, continuaremos a manter total transparência, cumprindo todos os princípios legais.”

“Hoje, o Cartório do primeiro ofício de notas do Distrito Federal, emitiu nota devolutiva cobrando do Adilson Barroso, que prove e esclareça sobre o quórum qualificado da convenção do dia 31/05/2021, deixando claro que, mesmo com as irregularidades cometidas pelo Adilson, ele não conseguiu dentro da lei, a maioria dos convencionais com direito a voto.

Desde o primeiro momento entendemos que as manobras feitas pelo atual Presidente do Partido, não atendia a legislação vigente, tornando a suposta convenção, nula de pleno direito.

Da nossa parte, continuaremos a manter total transparência, cumprindo todos os princípios legais.”

Bolsonaro

Jorcelino Braga também falou sobre a possibilidade da filiação de Bolsonaro. De acordo com ele, Adilson sempre falou diretamente ao presidente, e essa manobra teve esse fim. “O partido nunca foi contra a vinda, mas queríamos saber as condições e o projeto do presidente. Precisamos saber, mas ele só conversou com o Adilson e em segredo.”

Vale destacar, a diretoria da qual Ovasco e Jorcelino fazem parte tem mandato até 11 de novembro do ano que vem. “Ele não poderia mexer, antes disso.”