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Presidente do Atlético diz que Mancini tem identidade com o clube

Nos próximos jogos o time deve ser dirigido pela dupla João Paulo Sanches e Eduardo Souza, da comissão técnica permanente

Adson Batista, presidente do Atlético - Go
Adson Batista, presidente do Atlético - Go. Foto: Reprodução/Comunicação ACG

O presidente do Atlético, Adson Batista deu entrevista coletiva nesta segunda-feira (17) e o dirigente rubro-negro fez questão de ressaltar o bom trabalho de Vagner Mancini, que dirigiu o Dragão em 2020, antes de sair para o Corinthians. De acordo com Adson, não existe negociação ainda, mas que o comandante tem o perfil do clube.

“O Vagner (Mancini) fez um grande trabalho, é capaz, experiente, tem o nosso perfil e é um nome a ser lembrado. Não tem negociação ainda, estamos esperando ele encerrar o contrato com o Corinthians. Hoje, ele está em um patamar financeiro diferente, mas vejo o Atlético como um time para o perfil dele. Vamos trabalhar com calma, temos uma comissão técnica permanente por isso, e nos dá tranquilidade para buscar um bom nome”, comentou.

Apesar de Vagner Mancini ser uma das opções, o presidente comentou que o clube não tem pressa para contratar, principalmente pela nova regra da CBF, na qual os times da Série A só poderão trocar duas vezes de treinador durante a competição. Adson frisou que tem total confiança em sua comissão técnica permanente, que atualmente tem João Paulo Sanches e Eduardo Souza.

“Não temos desespero para contratar treinador. Não posso trazer só por trazer e com a nova legislação da CBF tem de ter cuidado. A nossa comissão consegue tocar tranquilamente o trabalho aqui e temos pessoas mais atualizadas que alguns que passam por aqui. Precisamos de um treinador, mas não temos o desespero”, disse.

Jorginho

O que também rendeu na coletiva de Adson Batista foi a saída de Jorginho, que pediu demissão no clube no último sábado (15). De acordo com o presidente do Dragão, a saída foi por conta de divergências de opiniões, principalmente por parte do tetracampeão, que não gostava das entrevistas do presidente após as partidas, na qual muitas vezes o dirigente acaba dando suas opiniões em relação a como o time jogou e foi escalado.

“Eu estou no futebol há mais de 30 anos, estou aprendendo todo dia, mas eu sou respeitado no futebol brasileiro e tem muitos que conhecem em mim um bom gestor. Não vou perder minhas convicções, me moldar por eu ser um cara verdadeiro e me posicionar com eu faço. Eu fui muito claro com ele (Jorginho), senti que ele veio para a reunião e que se eu recuasse, ele permaneceria. Vou reavaliar, as vezes passo um pouco do ponto, mas tenho minha filosofia e não posso mudar minha forma de gerir o clube, sendo verdadeiro com o torcedor, com a imprensa. Não vou mudar para agradar A ou B. Vou buscar os objetivos do Atlético, que é maior que qualquer um”, disse Adson Batista.

Apesar das divergências, Adson destacou que que Jorginho fez um bom trabalho e apesar das últimas derrotas, ele saiu pela porta da frente do clube. “O Jorginho saiu com uma relação boa, ele tem a opinião dele, eu tenho a minha. Nós nos respeitamos, mas não vou me moldar por um pensamento de um profissional ou outro. Cada um tem sua opinião. O importante é na avaliação de modo geral e que estamos no caminho certo”, completou.