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Presa suspeita de receber R$ 4 milhões em benefícios de morto em 1990, em Manaus

Mulher fez o recadastramento com o seu endereço para receber benefício de homem que morreu há 29 anos. Ela recebia R$ 8,9 mil por mês


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 05/09/2019 às 18:40:54

Mulher for presa em Manaus por receber benefício de homem morto em 1990 (Foto: Divulgação/PC)
Mulher for presa em Manaus por receber benefício de homem morto em 1990 (Foto: Divulgação/PC)

No dia 30 de agosto, a servidora Eva Maria Silva Nascimento, 48 anos, foi presa em Manaus, suspeita de receber R$ 4 milhões em nome de um funcionário público que morreu há 29 anos. Segundo a Polícia Civil, ela recebia desde 1990 o pagamento da aposentadoria de um homem que morreu naquele ano. A investigação foi aberta há um mês, após a Amazonprev (Previdência do Estado do Amazonas) ter constatado a irregularidade e procurado a polícia. A servidora deve responder por estelionato majorado.

O delegado Sinval Barroso, diretor do DRCO (Departamento de Repressão ao Crime Organizado), explicou que Eva trabalhou em uma agência bancária e, na época, ajudava o funcionário a receber o dinheiro. “Quando ela percebeu que ele tinha falecido, ela se apropriou do dinheiro do funcionário público”, explicou o delegado.

De acordo com a investigação, a mulher fez o recadastramento com o seu endereço para receber o benefício, que totalizava R$ 8,9 mil por mês. “Por meio de investigações, identificamos quem era a pessoa responsável pela fraude, acompanhamos o alvo, descobrimos o veículo dela, local de trabalho, residência e onde realizava compras. Por meio de um sistema de nota fiscal, chegamos até um cruzamento de dados e ela foi identificada”, disse Sinval.

Eva foi presa em sua casa no bairro Novo Aleixo, zona norte de Manaus, com uma quantia em dinheiro, um cartão de débito, documentos pessoais e cheques em nome do servidor morto. Além disso, comprovantes de vida do funcionário foram encontrados no local. “Eva confessou o crime e afirmou que agiu desde o início sozinha, sem ajuda de funcionário público e de banco para receber os valores indevidos”, informou o delegado.

*Com informações do site UOL

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