Deic

Presa quadrilha especializada em furtar baterias de torres de telefonia celular

Somente da Oi, segundo o delegado Valdemir Pereira, titular Deic, foram furtadas neste ano 599 baterias que custam cada uma entre R$ 700 e R$ 1 mil




Após três meses de investigações, agentes da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam em flagrante quatro suspeitos de integrar uma quadrilha especializada em furtar baterias de torres de telefonia celular. Só neste ano, segundo a polícia, mais de 800 baterias foram furtadas na Grande Goiânia.

Marlon Bariani Macedo, de 34 anos, e Alexandre Mendes Pereira, de 28, foram filmados na tarde de terça-feira (4) no momento em que furtavam quatro baterias de uma torre Oi Telefonia no Setor Maísa em Trindade. Para não chamar a atenção, os dois usavam uniformes e até o crachá de uma empresa que instala alarmes.

Marlon e Alexandre foram presos em flagrante horas depois do furto, no momento em que, junto com Ilton Marques de Alencar, de 29 anos, vendiam as baterias furtadas para Leandro de Paula Meireles, de 31. que é dono de uma loja de som automotivo no Jardim Olímpico em Aparecida de Goiânia.

Somente da Oi, segundo o delegado Valdemir Pereira, titular Deic, foram furtadas neste ano 599 baterias que custam cada uma entre R$ 700 e R$ 1 mil. “Eles usam um alicate para quebrar o cadeado do portão ou furar a cerca e depois, com a cópia de uma chave original abrem a caixa onde ficam as baterias. O que precisamos descobrir agora é como eles conseguiram estas cópias de chaves”, relatou o delegado.

Com os quatro presos, os policiais apreenderam nove baterias, sendo quatro furtadas ontem e outras cinco que estavam à venda na loja de Leandro, além de um alicate que quebra cadeados e outras ferramentas usadas nos arrombamentos.

Marlon Bariani, segundo o titular da Deic, é quem chefia a quadrilha, e sabe como retirar essas baterias por já ter trabalhado em uma empresa que instala câmeras de segurança. Ele, Alexandre e Ilton foram autuados em flagrante por furto qualificado. Leandro de Paula, que pagava R$ 150 por cada bateria, responderá preso por receptação.

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