Mobilidade

Prefeitura faz acordo para retomada de obras do BRT em Goiânia

Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado na tarde desta quarta-feira (28). Previsão é de retomar os trabalhos nos próximos dias


Thais Lobo
Do Mais Goiás | Em: 28/02/2018 às 19:05:05

Foto: Edilson Pelikano/ Prefeitura de Goiânia
Foto: Edilson Pelikano/ Prefeitura de Goiânia

A Prefeitura de Goiânia e o Consórcio-BRT-Goiânia assinaram na tarde desta quarta-feira (28), um termo aditivo ao contrato 001/2015 que permite a retomada das obras do Buss Radip Transit (BRT), paralisadas desde junho do ano passado. O acordo foi intermediado pelo Ministério Público Federal (MPF) e contou com a participação da Caixa Econômica Federal.

De acordo com o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), o Município de Goiânia e o Consórcio BRT-Goiânia adotarão plano de obras que contemple a completa conclusão do Subtrecho Norte do trecho II (entre a Avenida Independência e o Terminal Recanto do Bosque), antes de dar início às obras do Subtrecho Sul (entre a Avenida Independência e o Terminal Isidória) e as obras do Trecho 01 (esse último a ser novamente licitado).

Ainda de acordo com o TAC, as obras deverão ser executadas de modo a evitar o bloqueio de vias públicas em mais de um trecho e assegurar o rápido desbloqueio do segmento que for sendo concluído e, também, de forma a mitigar os transtornos ao tráfego e à atividade econômica dos munícipes. O bloqueio do tráfego para avanço ao segmento seguinte estará condicionado à liberação do tráfego pela conclusão do segmento anterior.

Segundo a Prefeitura de Goiânia, as obras serão retomadas nos próximos dias e a conclusão está prevista para 30 de outubro de 2020. Esse cronograma, no entanto, poderá ser encurtado, mediante acordo entre o Executivo Municipal e o Consórcio BRT-Goiânia, na hipótese de o Município obter recursos extras que lhe permitam antecipar os aportes de sua contrapartida.

Paralisação

Em abril do ano passado, a Prefeitura retomou as obras que haviam sido paralisadas por falta de pagamento da contrapartida do ente municipal. Três meses depois, o Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União fizeram apontamentos em alguns preços unitários dos itens constantes da planilha de execução e entenderam que havia sobrepreços em alguns destes itens, embora o preço global da obra estivesse mantido.

Entendendo que não poderia fazer a liberação dos recursos enquanto não houvesse um parecer favorável dos órgãos de controle Federal, a Caixa suspendeu os repasses para o Consórcio BRT-Goiânia, responsável pela execução das obras, que, por seu turno, paralisou todos os serviços.

O Ministério Público Federal (MPF) então intermediou acordo entre o Município e o Consórcio do BRT excluindo do contrato original o trecho sul da obra, compreendido entre o Terminal Isidória e Terminal Cruzeiro do Sul, em Aparecida de Goiânia.

Esse trecho, denominado de Trecho 1, então financiado por recursos do Orçamento Geral da União, deverá ser objeto de nova licitação, uma vez que contratos financiados com recursos oriundas do OGU não admitem que se compensem preços unitários dos itens orçamentários de valores superiores com os itens de valores inferiores.