Do Mais Goiás

Prefeitura de Niquelândia tem fornecimento de energia suspenso por falta de pagamento

Em fevereiro, secretário de finanças reconheceu que a cidade passa por um "estado de calamidade financeira". Corte ocorreu, segundo a Enel, após sucessivas tentativas de negociação

Na tarde de terça-feira (27), alguns prédios da Prefeitura de Niquelândia tiveram fornecimento de energia suspenso por falta de pagamento de faturas por parte do Executivo municipal. O corte foi confirmado pela Enel Distribuição Goiás, antiga Celg. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos (Sindser-Niquel) da cidade, Jair Dias de Almeida, a sede do governo foi afetada. Cerca de 300 pessoas foram dispensadas do serviço porque a prefeitura, segundo ele, “está no escuro”.

Apesar de confirmar o corte do fornecimento, a Enel não revelou valores devidos pela prefeitura. Em nota, afirma que a suspensão do serviço decorre do “não pagamento de faturas por parte do Governo Municipal”.

Imagem feita enquanto o serviço era interrompido pela Enel. (Foto: reprodução)

A decisão ocorreu, segundo a Enel, após “várias” tentativas de negociar o débito”. O fornecimento para serviços essenciais, como iluminação pública, unidades de saúde, escolas e segurança pública, foi mantido.

Crise

O Governo, liderado por Valdeto Ferreira Rodrigues (PSB) enfrenta dificuldades para cumprir folhas salarias de servidores do município e vem enfrentando constantes protestos de trabalhadores da Saúde e Educação na cidade. Ainda em fevereiro, o secretário de finanças Jocleide Pereira da Silva reconheceu, ao Mais Goiás, que a gestão passa por um estado de “calamidade financeira”.

Para Jair, o Executivo está parado. “Além dos 300 que estão sem trabalhar por causa da energia, temo outros 1.100 trabalhadores de áreas como , Turismo, Transportes, Promoção Social, Planejamento, Secretaria de Governo, Meio ambiente e Limpeza Urbana entre outros que estão de greve há 30 dias por salários atrasados desde dezembro de 2017. Praticamente, apenas a Saúde está funcionando”, revela. Trabalhadores cobram salários referentes aos meses de maio, novembro e dezembro de 2016, além de 30% do 13° daquele ano.

 

O Mais Goiás tentou contato com o secretário de finanças Jocleide Pereira, mas as ligações não foram completadas. O Portal também tentou contato com o prefeito por meio do telefone da prefeitura da cidade, mas também não obteve sucesso.