Saúde

Prefeitura de Goiânia inaugura Caps 24 horas para atender usuários drogas na região Noroeste

Local conta com 12 leitos para assistência dos usuários do SUS com idade superior a 18 anos


Thais Lobo

Do Mais Goiás | Em: 15/12/2018 às 09:31:49


Foto: Paulo José/Divulgação
Foto: Paulo José/Divulgação

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende, e a secretária municipal de Saúde, Fátima Mrué, inauguraram nesta sexta-feira (14) o serviço 24 horas do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) AD III Noroeste para atendimento aos usuários de álcool e outras drogas. O local funciona em sede própria e conta com 12 leitos para assistência dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com idade superior a 18 anos.

A unidade vem reforçar a Rede de Atenção Psicossocial (Raps) do município e proporcionar atenção integral e contínua às pessoas com necessidades relacionadas ao consumo de álcool, crack e outras drogas. Entre os serviços oferecidos no local estão atendimento ambulatorial com médicos psiquiatras e clínicos gerais, atendimento psicológico individual e em grupos, atividades de musicoterapia, terapia ocupacional, arte e expressão, oficinas de quilling, ‘arte com descarte’ e teatro.

O atendimento é porta aberta, ou seja, não é preciso realizar agendamento para ser avaliado na unidade. O acolhimento dos pacientes é realizado de segunda a sexta-feira, até às 17h. O usuário passa por uma avaliação da equipe médica e de enfermagem e, de acordo com o caso, é elaborado um plano terapêutico. Alguns pacientes são admitidos para assistência no período noturno e aos finais de semana. Há 12 leitos no local para receber tanto homens quanto mulheres.

“Mudou minha vida e a de muita gente”, revelou Ivanildo Marins, de 43 anos, sobre a vivência no Caps Noroeste. Ele é morador da Vila Mutirão e usuário da rede municipal de Atenção Psicossocial há quatro anos. Já Zaquel Martins, de 65 anos, vive no Bairro São Carlos e é usuário da Raps há cinco anos. “Aqui no Caps eu participo das oficinas de quilling e faço cartões, cofres e monto peças com papel e tecidos. O encontro é uma terapia em grupo e eu gosto muito”, contou Zaquel segurando um de seus trabalhos nas mãos.