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Prefeitura atualiza valor de imóveis para cálculo do IPTU; aumento pode chegar a 669%

Valores não eram alterados desde 2005, o que explicaria a diferença em relação aos dados atuais

A comissão que discute a atualização da Planta de Valores Imobiliários (PVI) de Goiânia já calculou os novos valores de todos os bairros residenciais da capital, das glebas e fazendas. Dados publicados pelo jornal O Popular mostram que praticamente todos os terrenos tiveram seu valor alterado em, no mínimo, 100%.

Os aumentos refletem a defasagem da PVI, que é de 2005. De acordo com o Código Tributário do Município, a planta deve ser atualizada todo ano e, automaticamente, corrigir o valor dos impostos. Mas a lei não foi cumprida nos últimos oito anos, o que gerou uma defasagem enorme entre o preço venal dos imóveis e o que ele realmente vale.

Em decorrência dessa defasagem, muitos bairros sofreram grandes reajustes. É o caso de uma região no Centro, em que o valor do metro quadrado passou de 284 reais, da última PVI, de 2005, para R$ 1 mil na avaliação atual, uma variação de 252%. Em alguns casos, o aumento é surpreendente: na Vila Viana, o metro quadrado saltou de 130 reais para R$ 1 mil; um aumento de 669%. Essa diferença é maior nos bairros que sofreram uma grande expansão depois de 2005, data da última atualização da PVI.

Todos os terrenos do Centro da cidade foram reajustados em percentuais que vão de 82% a 200%. O menor aumento atingiu uma área cujo valor está estimado em 164 reais e foi avaliado em 300 reais; no Setor Aeroporto, os terrenos praticamente dobraram o valor, reajustes de 102%, 114% e 120%; o maior reajuste ocorrido no Setor Oeste foi de 185% em uma área onde o metro quadrado passou dos atuais 350 reais para R$ 1 mil. Todo o Setor Oeste foi reajustado em percentuais acima de 120%. No Setor Sul, os aumentos chegaram a 164%; no Marista, a 248%, no Bueno a 300% e no Bela Vista a 271%.

Os novos valores representam cerca de 70% dos de mercado, afirma Renato Abdala, representante do Sindicato da Habitação do Estado de Goiás (Secovi), entidade que não tem assento na comissão, mas foi convidada a acompanhar o debate, porém sem direito a voto.

Leia a matéria completa em O Popular.