Mundo animal

Prefeitura assina autorização para construção do hospital veterinário público de Goiânia

De acordo com a diretora de gestão ambiental da Amma, Flaviana Estaves, assim que iniciadas as obras, em 90 dias o hospital deve funcionar


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 12/06/2019 às 18:43:16

Hospital ficará na edificação do antigo Centro de Zoonoses (Foto: Reprodução)
Hospital ficará na edificação do antigo Centro de Zoonoses (Foto: Reprodução)

Goiânia ganhará o primeiro hospital veterinário municipal. A Unidade Ambiental de Saúde e Bem-Estar Animal ficará no antigo do Centro de Zoonoses do setor Balneário Meia Ponte. O prédio vai passar por reforma para atender à demanda de até 100 animais por dia. O prefeito da capital, Iris Rezende, assinou a autorização para que as obras fossem iniciadas, nesta terça-feira (11).

A construção do hospital parte da sanção do Projeto de Lei n° 10.239, de autoria do vereador Zander Fábio (Patriota). Nos próximos dias, o prefeito assina o decreto que regulamenta o PL que, de acordo com a proposta, visa atender animais domésticos, domesticados, nativos ou exóticos. “O objetivo é buscar soluções rápidas, eficientes e de baixo custo, além de parcerias para garantir o atendimento de excelência no hospital público veterinário. Universidades e entidades do setor podem somar muito”, destaca o parlamentar.

De acordo com a diretora de gestão ambiental da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma), Flaviana Esteves, assim que iniciadas as obras, o hospital deve entrar em funcionamento em até 90 dias.”Inicialmente, iremos ofertar atendimentos ambulatoriais, curativos, exames mais simples e um centro cirúrgico que fará castrações a animais domésticos”, explica.

Flaviana conta que o projeto está pronto e que os recursos são do Fundo do Meio Ambiente. Apesar disso, ainda não soube precisar valores que serão utilizados porque o orçamento não foi finalizado. “É importante a gente dizer que o fundo possui verba própria devido a algumas emendas que os vereadores aprovaram. Não será tirado dinheiro de outra área”, ressalta.

A diretora ressalta a expectativa de ter parcerias público-privada, numa segunda etapa, para que haja abrangência significativa nos números de atendimentos e que mais espécies de animais possam ser recebidas no local. Os atendimentos iniciais serão feitos de animais que serão levados de Organizações Não-Governamentais (ONG’s) parceiras, pelos responsáveis e pessoas de baixa-renda. Inicialmente, não vai funcionar 24 horas por ser unidade ambulatorial. Porém, conforme a demanda e necessidade, o atendimento será ampliado.

“De início, não teremos uma estrutura para realizar atendimentos em todos os animais da capital, principalmente pelo fato da quantidade de animais em situação de rua estar crescendo expressivamente. Por isso, realizaremos um vertente de trabalho que consta na fiscalização de maus-tratos aos animais, na educação ambiental e no cadastro e feiras de adoção”, explica.

Reunião em que o prefeito assinou a autorização (Foto: Paulo José)