Do Mais Goiás

Em visita a Goiânia, pré-candidato à presidência pelo PSD defende reforma política

Guilherme Afif também falou de outros pontos de suas proposta, como a reforma federativa e a implantação do voto distrital

O pré-candidato à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), Guilherme Afif, defende uma reforma política no Brasil, por meio de um plebiscito e com uma constituinte exclusiva, que não envolva o Congresso. Ele esteve em Goiânia nessa quinta-feira (12) para uma palestra sobre o cenário político e econômico do país. O evento aconteceu à noite, na sede da Associação Comercial, Industrial e de Serviços do Estado de Goiás (Acieg).

Afif explica que o voto distrital serviria para descentralizar a estrutura do País e, ainda, aumentar a conexão entre o cidadão eleitor e os representantes políticos. Já a reforma federativa tem o objetivo de definir os papéis e os recursos dos municípios, dos Estados e da união. “Hoje nós temos um estado que não cabe no orçamento da nação. Tanto é que estão tentando, cada dia mais, aumentar impostos e não conseguem. Então aumenta a dívida porque continua gastando. Isso tem que parar”, disse.

Outro eixo da proposta do pré-candidato é o investimento nas funções básicas do Estado: educação e saúde, para garantir igualdade de oportunidades; garantia de direitos por meio, principalmente, da justiça e da segurança; e, por fim, infra-estrutura para o desenvolvimento, que são áreas como saneamento, transporte e energia. “O que não estiver contido nisso, fecha, diminui o tamanho, porque tem muita gente não fazendo nada”.

Coligações

Em Goiás, o PSD tem feito alianças com a base aliada do governo estadual. O fato não agrada muito ao ex-deputado Vilmar Rocha. “Eu falei com o amigo Vilmar (Rocha). Eu tenho uma discordância com a direção do meu partido, que ela ainda acha que precisa fazer uma coligação e não lançar candidatos”, assume Afif.

Por isso, o pré-candidato admite que ainda está em processo de “conquista” do partido, mas que não é seu interesse estabelecer parcerias ou criar alianças políticas. “Eu estou, primeiro, tentando conquistar o meu próprio partido, essa é a minha tarefa. Sem fazer aliança, porque às vezes é melhor estar só do que mal acompanhado”, enfatiza.

“Aqui eu ouvi uma expressão que é absolutamente verdadeira: time de futebol que não entra e não joga, acaba não tendo torcida. No partido é a mesma coisa, tem que ter candidato, disputar a eleição, jogar a eleição para ter militância de pessoas que o sigam. Eu estou seguindo esse caminho”, comentou Afif sobre a baixa popularidade do partido.

Histórico
Guiherme Afif Domingos é administrador de empresas, presidente licenciado do Sebrae nacional. Em 1980, gestão de Paulo Maluf, foi secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo. Foi vice-governador de São Paulo entre 2011 e 2014 e ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa da Presidência da República durante o governo Dilma.

Em 1989 foi candidato à presidência da República pelo Partido Liberal. Ele ficou reconhecido por dois aspectos, o primeiro deles é o carisma, fácil de ser notado durante a conversa com o Mais Goiás, quando demonstrou serenidade, apesar do cansaço de um dia de agenda cheia e de viagem.

Outro aspecto que chamou a atenção sobre Afif na campanha de 1989  foi o jingle, que dizia “juntos chegaremos lá. Fé no Brasil. Com Afif juntos chegaremos lá”.  Vinte e nove anos depois, Afif tem visão crítica sobre o uso de músicas em campanha. Ele compreende que o eleitor perdeu a confiança na classe política e espera por verdades. “Essa campanha não pode vir com musiquinha, para enganar o eleitor. Tem que ser preto no branco”, finaliza.