REAJUSTE

Por reajuste salarial, professores de Jussara cruzam os braços

Servidores municipais alegam que estão com salários defasados e programam greve para segunda-feira, por tempo indeterminado


Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás | Em: 10/03/2020 às 11:48:29

Professores paralisam atividades para solicitar reajuste em Jussara (Foto: Arquivo Pessoal/ Lúcio Flávio)
Professores paralisam atividades para solicitar reajuste em Jussara (Foto: Arquivo Pessoal/ Lúcio Flávio)

Professores da rede municipal de ensino de Jussara, a 193 km de Goiânia, paralisaram as atividades para exigir reajuste salarial. Segundo a categoria, o piso nacional de 2019 (com aumento de 4,17%) e de 2020 (com aumento de 12,84%) não foi pago. A prefeitura alega que não há recursos para pagar os servidores.

Os servidores realizaram assembleia no início de março e decidiram paralisar as atividades até que a prefeitura atenda as solicitações. De acordo com cálculos dos manifestantes, a defasagem salarial total é de 28,37% – somando-se os dois anos – mais 7,36% que faltam de 2016 e 4% de 2017. Uma greve geral está marcada para começar na próxima segunda-feira (16).

A presidente-tesoureira do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás, da região de Jussara, Otilia Mourão, afirma que desde a semana passada a categoria está diariamente na frente do prédio da prefeitura com faixas e carro de som. A intenção dos professores é informar a população sobre as condições salariais da categoria e solicitar audiência com o prefeito Wilson da Silva (PSDB).

Servidores prometem greve a partir de segunda-feira (16) se solicitações não forem atendidas (Foto: Lúcio Flávio/ Arquivo Pessoal)

“Pedimos reiteradamente que o prefeito nos atendesse, mas ele se recusa. E quando responde é só para dizer que não tem dinheiro para pagar os servidores”, aponta Otília. A intenção dos professores é, se não forem atendidos, encampar greve geral a partir da próxima segunda, com tempo indeterminado.

O professor municipal Lúcio Flávio Spagnol diz que pretende ficar na porta da prefeitura todos os dias, das 7h às 11h, até ser atendido. “Estamos lutando para que as desigualdades sejam corrigidas”, avaliá. 

A reportagem do Mais Goiás procurou a secretária de Educação, Maria Silvana, mas não foi atendido. Um servidor da pasta disse que a secretaria vê como legítimo o direito de manifestação, mas que a prefeitura não possui recursos para atender as demandas. A reportagem procurou ainda o prefeito, mas não obteve sucesso. O espaço está aberto para a livre manifestação da prefeitura de Jussara.