Greve dos caminhoneiros

Por causa de paralisação, farmácias de Goiás podem sofrer desabastecimento

Sindicato acredita que falta de medicamentos deve atingir cidades do interior sobretudo em relação a remédios controlados


Amanda Sales
Do Mais Goiás | Em: 28/05/2018 às 17:06:39

Medicamentos de uso contínuo podem ser os primeiros com déficit. (Foto: Carlos Severo/ Fotos Públicas/ Reprodução)
Medicamentos de uso contínuo podem ser os primeiros com déficit. (Foto: Carlos Severo/ Fotos Públicas/ Reprodução)

Por causa da paralisação dos caminhoneiros em rodovias de todo país, as farmácias de Goiás podem sofrer desabastecimento. Quem faz o alerta é o Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado de Goiás (Sincofarma-GO). Conforme o órgão, falta de medicamentos deve atingir cidades do interior sobretudo em relação a remédios controlados.

O Sincofarma aponta que a principal transportadora de medicamentos operante no Estado tem nesta segunda-feira (28), 22 caminhões presos em pontos de bloqueio. O presidente do Sindicato, João Aguiar Neto explica que as autocargas conseguem entregar os medicamentos, mas ficam impossibilitadas de voltar aos pontos de distribuição, além de haver escassez de combustível.

Para Aguiar, o desabastecimento deve acontecer primeiro nas cidades do interior. “Atualmente as farmácias não fazem mais estoque, por isso a quantidade de medicamentos disponível deve durar uma semana, no máximo 15 dias”, argumenta.

O presidente do sindicato aponta que os medicamentos de uso contínuo e controlado devem ser os primeiros a faltarem nas prateleiras. No interior do estado, estes remédios chegam em menor quantidade, conforme a demanda dos consumidores, por isso Aguiar acredita que pode haver um déficit dos mesmos.

Conforme o Sincofarma, o setor varejista das drogarias conseguiu um acordo com a transportadora, de modo que as cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade devem ter as entregas mantidas normalmente nos próximos dias. A empresa dona dos caminhões conseguiu comprar combustível suficiente para continuar o serviço na Região Metropolitana, onde a demanda das farmácias é diária.

Além do desabastecimento, Aguiar argumenta também que pode haver prejuízos. “Não só o prejuízo econômico para os donos de farmácia, mas prejuízo para a saúde dos pacientes. Eu reforço que os medicamentos de uso contínuo são de extrema necessidade para as pessoas, não tem como ficar sem. Mas esse desabastecimento varia de produto para produto, depende da quantidade que chega nas farmácia”, finaliza.

João Aguiar Neto, presidente da Sincofarma. (Foto:Mônatha Nogueira/ Reprodução)