Cinema

Polônia nega pedido de extradição de Roman Polanski

Cineasta enfrenta acusações de estupro nos EUA




O diretor francês Roman Polanski não será extraditado pela Polônia para enfrentar processo judicial nos EUA. Segundo o Der Spiegel, a Suprema Corte do país recusou o pedido dos EUA para que o diretor fosse extraditado.

 

Do outro lado do Atlântico, ele é acusado de estuprar Samantha Gailey, então uma adolescente de 13 anos, em 1977 quando ele tinha 43 anos. O crime aconteceu em Los Angeles. Segundo o site, o diretor de 83 anos não compareceu à audiência e foi representado por seus advogados.

 

Na época do crime, ele ficou preso por um curto período e depois fugiu dos EUA para onde nunca mais voltou para não ser preso. Ele também nunca mais visitou países com acordos de extradição com os EUA e vive atualmente na França, onde tem cidadania (a França não extradita cidadãos franceses, sem exceção).

 

Desde então, Polanski vive na Europa e continua dirigindo filmes normalmente. Seu mais recente foi A Pele de Vênus, lançado em 2013 e que passou por Goiânia no ano passado. É o segundo pedido de extradição negado desde 2010, sendo que o primeiro foi na Suíça. Dessa vez, foram dois anos de batalha judicial e agora o caso está encerrado na justiça polonesa.