Crime Hediondo

Polícia investiga morte de grávida encontrada sem roupas em zona rural de Palmeiras de Goiás

Segundo a PC, Mirian de Oliveira estava no quarto mês de gestação; ela estava desaparecida desde a última sexta-feira (26). Jovem alegou estar sofrendo ameaças em rede social


Thaynara Cunha
Do Mais Goiás | Em: 29/07/2019 às 11:14:14

Matheus Henrique foi preso suspeito de participar da morte de Mirian Oliveira, em Palmeiras de Goiás. (Foto: Redes sociais / Facebook)
Matheus Henrique foi preso suspeito de participar da morte de Mirian Oliveira, em Palmeiras de Goiás. (Foto: Redes sociais / Facebook)

Uma jovem grávida, de 23 anos, foi encontrada morta e nua, no último sábado (27), na zona rural de Palmeiras de Goiás, região Sul de Goiás. Segundo informações da Polícia Civil (PC), Mirian da Cruz Ferreira de Oliveira já havia registrado um Boletim de Ocorrência, em junho, por ter sido ameaçada de morte.

A vítima estava desaparecida desde a última sexta-feira (26). Mirian era filha de João de Oliveira, um cantor gospel conhecido na região. A jovem estava grávida de quatro meses e tinha um filho de cinco anos. Ainda de acordo com a corporação, o corpo foi encontrado por moradores, que ligaram para a Polícia Militar (PM). Os militares isolaram o local e acionaram a perícia.

O cadáver só foi identificado quando o pai de Mirian, procurou a polícia para informar sobre o desaparecimento. Uma foto do corpo foi mostrada ao genitor, que logo reconheceu a vítima. Aos militares, João relatou que Mirian havia deixado o filho, de 5 anos, com uma vizinha e dito que voltava logo. O que não aconteceu.

Ameaça

Na última quarta-feira (24), a vítima publicou em sua conta no Facebook que estava sendo ameaçada e afirmou “eu não tenho medo de ameaça”. Em outro trecho da publicação Mirian diz “próxima ameaça vai rolar o nome dos grandes de Palmeiras aqui, que acham que porque têm dinheiro pode ameaçar os outros”.

(Foto: Redes sociais / Facebook)

(Foto: Redes sociais / Facebook)

Nas redes sociais, amigos e familiares da jovem lamentaram sua morte e exigiram justiça. A motivação e autoria do crime ainda são desconhecidas. Em nota, a PC informa que está investigando o caso, mas que os  procedimentos tramitam em sigilo “por conta da natureza do crime e também para não atrapalhar as investigações”.

Ainda conforme expõe a corporação na nota, o responsável pelas investigações, delegado Bernardo Comunale, decidiu não se pronunciar sobre o caso.

*Thaynara da Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira