Aulus Rincon
Do Mais Goiás

Polícia investiga empresários de Jussara por fraude de notas para obter empréstimos

Além de créditos obtidos de forma fraudulenta, escritórios de assessoramento rural teriam provocado prejuízo superior a R$ 2 milhões com a sonegação de impostos

Agentes da Polícia Civil cumprem mandado de busca contra empresários suspeitos de fraude (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil investiga a atuação de mais um grupo de empresários da cidade de Jussara que estariam fraudando notas para que proprietários rurais conseguissem empréstimos bancários. As investigações apontam que, além de créditos obtidos de forma fraudulenta, o grupo criminoso também teria sonegado mais de R$ 2 milhões em impostos.

Dois escritórios de assessoramento rural daquela cidade já haviam sido investigados no início do ano passado, ocasião em que a equipe da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária (DOT) comprovou a fraude. “São escritórios de assessoramento rural que, em conivência com um fiscal da Agenfa de Jussara, já afastado, emitiam notas fiscais fraudulentas, e usavam dados de outras pessoas para agropecuaristas que pretendiam conseguir crédito, ou empréstimo rural junto ao Banco do Brasil. O grupo falsificava notas e documentos para comprovar investimentos que não existiam nas propriedades destes pecuaristas, e, como deixavam de recolher os tributos, uma vez que as notas eram falsas, provocaram um prejuízo já comprovado de mais de R$ 2 milhões ao erário”, explicou o delegado Marcelo Aires, titular da DOT.

Polícia Civil

Agentes da Polícia Civil em operação em Jussara

Na terceira fase da operação, desencadeada hoje, agentes da DOT cumpriram, em Jussara, quatro mandados de busca e apreensão em um escritório de assessoramento, e na casa de sócios dele. A expectativa do delegado é que análises que serão feitas em documentos, computadores, e celulares apreendidos hoje ajudarão a polícia a comprovar a fraude.

Caso seja confirmado o esquema criminoso, os investigados serão indiciados por crime tributário, crime contra a fé pública, crime contra a administração pública e associação criminosa, além de terem de arcar com o pagamento dos tributos sonegados, acrescidos de multa.

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