Laylla Alves
Do Mais Goiás

Polícia indicia ex-vereador e enfermeira de Piranhas por estupro de vulnerável

Vítima trabalhava como faxineira na casa da enfermeira

Polícia indicia ex-vereador e enfermeira de Piranhas por estupro de vulnerável
Polícia indicia ex-vereador e enfermeira de Piranhas por estupro de vulnerável (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil indiciou, nesta quarta-feira (31), o ex-vereador de Piranhas Hugo Brás e a enfermeira Tatiana Cordeiro Faria por estupro de vulnerável, cometido contra uma menina de 13 anos de idade. O caso aconteceu em Piranhas, a 322 quilômetros de Goiânia.

Segundo as provas coletadas, a vítima trabalhava como faxineira na casa da enfermeira, que era servidora no hospital municipal da cidade. A adolescente já possuía um histórico de abusos sexuais, inclusive entre familiares. Fato que, de acordo com a Polícia Civil, contribuiu para que ela fosse vítima novamente.

Os policiais descobriram que, em dezembro de 2020, a indiciada marcou o encontro da vítima com o ex-vereador, com finalidade explicitamente sexual, bem como emprestou roupas íntimas e maquiou a adolescente para o ato. Em conversas posteriores, a enfermeira disse para vítima que ela precisava explorar financeiramente o ex-político e “ficar mais bonita para não se parecer com uma prostituta.”

“No dia e horário marcados, o indiciado foi até a residência da enfermeira e levou a vítima para casa onde morava, onde os dois tiveram relações sexuais. A enfermeira e o político são amigos próximos. Ela agenciou o encontro”, diz o delegado Igor Dalmy.

No dia seguinte, os inidicados chamaram a vítima para um local específico e lhe entregaram um comprimido de contraceptivo de emergência, conhecido como pílula do dia seguinte. O crime apenas foi descoberto quando a irmã da vítima encontrou a cartela do medicamento usado. Quando questionada, a adolescente relatou com detalhes o que havia acontecido.

A Polícia Civil informa, também, que eles poderão responder por estupro de vulnerável. Se condenados, podem receber pena de até 15 anos de reclusão.

Mais Goiás entrou em contato com a defesa dos indiciados, por rede social e telefone, mas não teve resposta até o momento da publicação da reportagem.