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Polícia identifica feirante que morreu após ser atingido por botijão

A identificação só foi possível por meio da análise de digitais, já que nenhum familiar foi encontrado para reconhecer o corpo

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou o homem que morreu após ser atingido por um botijão de gás jogado de um prédio, em Copacabana. (Foto: divulgação/PMRJ)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou o homem que morreu após ser atingido por um botijão de gás jogado de um prédio, em Copacabana, na zona sul da capital fluminense, na última segunda-feira (12).

A vítima, Pedro de Brito Lima, era um vendedor de frutas conhecido na região como “Tronco”. Segundo a polícia, a identificação só foi possível por meio da análise de digitais, já que nenhum familiar foi encontrado para reconhecer o corpo, que segue no Instituto Médico Legal à espera de algum parente para fazer o reconhecimento.

No momento em que foi atingido, Pedro Lima estava sem nenhum documento. E, de acordo com os investigadores, ele sofreu ferimentos graves ao ser atingindo pelo botijão, o que dificultou a identificação.

Moradores e comerciantes da Rua Aires de Saldanha, onde ocorreu o caso, disseram que o vendedor de frutas vivia em situação de rua e que frequentemente era visto na comunidade do Pavão-Pavãozinho, também na zona sul.

Arremessou botijão do 12º andar

No final da tarde de segunda-feira (12), o pedreiro Venílson da Silva, 33, arremessou um botijão pela janela do apartamento onde mora, no 12ª andar, em Copacabana, e acertou o vendedor de frutas que estava na calçada.

Pedro Lima foi atingido na cabeça e morreu no local. Venílson foi preso em flagrante, pelos agentes da Delegacia de Homicídios da Capital, e indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

De acordo com testemunhas, o homem ainda teria arremessado, antes do botijão, outros objetos pela janela, como parte de um fogão e roupas.

Segundo relatos de familiares, Venílson sofre de problemas mentais, está em tratamento e já tinha apresentado transtornos psicológicos em outras situações. Além disso, duas pessoas que se apresentaram na delegacia como patrões de Venílson confirmaram a versão da família.