CASO DANILO

Polícia desconfiou da inocência de Reginaldo ao descobrir ódio de Hian por ele

Hian apostava no histórico de violência do padrasto de Danilo para que ele fosse responsabilizado


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 10/08/2020 às 18:10:51

Reginaldo Lima (Foto: Jucimar de Sousa)
Reginaldo Lima (Foto: Jucimar de Sousa)

Reginaldo Lima, padrasto de Danilo de Sousa Silva, 7 anos, não foi indiciado. Hian Alves apostava no histórico de violência do homem, que já esfaqueou a mãe de Danilo, para que ele fosse responsabilizado.

Porém, a Polícia Civil desconfiou da inocência de Reginaldo ao descobrir que Hian não gostava dele e que sentia ciúmes dele com o seu próprio padastro, o pastor Fabiano Silva. As novas descobertas foram o suficiente para descobrir que Hian matou Danilo para atingir Reginaldo.

Reginaldo ainda está preso. A expectativa, porém, é que ele seja solto nas próximas horas.

Crime

Segundo a polícia, Hian sabia que Reginaldo seria considerado suspeito, dado as passagens por violência, que ele possuía. A corporação descartou, também, que Reginaldo pudesse ter atuado como mandante.

A corporação encerrou o inquérito da investigação da morte do garoto Danilo de Sousa Silva e remeteu o caso ao Judiciário no domingo (9). Segundo exposto, Hian atraiu o Danilo para o matagal, onde ele foi encontrado, prometendo uma pipa ao garoto. Lá ele teria cometido o crime.

Vale lembrar que, no dia 31 de julho, o padrasto do menino, Reginaldo Lima, e o colega dele, Hian Alves, foram presos. À época, Hian confessou que ajudou o padastro de Danilo a matá-lo em troca de uma moto. Reginaldo, no entanto, negou a participação e disse que se trata de uma armação.

Danilo foi encontrado morto em um lamaçal próximo à casa em que vivia com a família, no Parque Santa Rita, em Goiânia. Ele estava desaparecido por quase uma semana. A perícia constatou que o garoto morreu em decorrência de sufocamento.

Hian foi indiciado por ocultação de cadáver e homicídio duplamente qualificado.