Denarc

Polícia desarticula três quadrilhas que atuavam no tráfico de drogas em Goiás

Associação criminosa atuava na Região Metropolina de Goiânia e no Norte do Estado. Oito pessoas foram presas e quatro conduzidas coercitivamente




Após três meses de investigações agentes da Delegacia Estadual de Repressão aos Narcóticos (Denarc) prenderam oito pessoas suspeitas de integrar três associações criminosas especializadas no tráfico de drogas. Além das prisões, quatro pessoas foram conduzidas coercitivamente à delegacia, entre elas um advogado. As ações aconteceram simultaneamente em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Uruaçu.

Em Uruaçu, foram presos Walisson de Brito Silva, de 28 anos, Daniel Henrique Vidal,37, e Jeovane Batista Lira, 38. Os três, segundo a polícia, mantinham um laboratório de refino de cocaína no município e quando foram presos estavam com dois revólveres.

A segunda associação criminosa foi desarticulada no complexo prisional de Aparecida de Goiânia, onde os agentes cumpriram mandato contra Thiago Bastos de Souza, de 31 anos, que cumpre pena por roubo, tráfico, homicídio e sequestro. Também foram presos acusados de integrar a quadrilha Bruna Cristina Gomes, de 21 anos, esposa dele, e Edson Pacheco da Silva.

A última quadrilha fornecia maconha e cocaína para pessoas de alto poder aquisitivo, principalmente em academias em bairros nobres de Goiânia. George Albert de Araújo, de 34 anos, que mora em um apartamento de luxo no Setor Bueno em Goiânia, foi preso. Segundo a polícia, um advogado que seria cliente dele e que não teve o nome divulgado foi interrogado na Denarc.

Os últimos a serem presos foram os irmãos Alan Correia de Oliveira, de 36 anos, e Valsione Correia, de 46 anos. Segundo o delegado Vinicius Teles, titular da Denarc, os dois fazem parte de uma quadrilha desarticulada no mês passado e que era comandada por um policial civil da ativa e um PM reformado.

Ao todo foram apreendidos durante as prisões 15 quilos de drogas entre maconha e cocaína e quatro revólveres. “São quadrilhas diferentes mas que vez ou outra se comunicavam e faziam negócios. O que há de comum nelas é que todos comercializavam drogas em Goiânia, Uruaçu e Aparecida de Goiânia”, destacou o titular da Denarc.