Rio de Janeiro

Polícia Civil mata o traficante carioca Fat Family

Traficante, que havia sido resgatado de Hospital Souza Aguiar antes da Olimpíada, foi baleado em confronto em São Gonçalo




Agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil mataram o traficante Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de 28 anos.

Em junho, o criminoso, que chefiava as bocas de fumo do morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio de Janeiro, ele foi resgatado por cerca de 20 bandidos de dentro do hospital Souza Aguiar, numa ação que resultou na morte de um inocente e deixou pelo menos dois feridos. Na manhã de hoje, na Itaóca, que faz parte do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, o bandido foi encontrado e, após intenso confronto, acabou morto.

Foi uma operação de inteligência que contou com apenas 30 agentes e um helicóptero da Polícia Civil, bem diferente do gigantesco aparato montado nas outras vezes e que, talvez por isso, não tenham dado resultado. Além de Fat Family, dois seguranças também morreram no confronto, que se deu numa região de mata.

No início deste mês, numa operação conjunta entre as polícias Civil e Militar, os agentes encontraram a mulher de Fat Family e apreenderam drogas que estavam escondidas dentro de tambores enterrados no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo.

Há cerca de dois meses, a Justiça decretou a prisão preventiva de Fat Family e outras quatro pessoas. Além do traficante, o juiz Carlos Gustavo Vianna Direito, da 1ª Vara Criminal do Rio, decretou as prisões de Neversino Garcia de Jesus, também conhecido como Nezinho do Vidigal ou Garcia; Fabiano Juvenal da Silva, o Jabá; Luiz Alberto Araújo da Silva, o Bolão; e Marcus Vinícius Ferreira da Silva.

Os cinco haviam sido indiciados pelos crimes de tentativa de homicídio, associação para o tráfico e porte ilegal de arma de uso restrito. Os pedidos de prisão foram feitos pelo delegado Felipe Cury, da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod).

Fat Family era um dos traficantes mais procurados do Rio. O Portal dos Procurados, do Disque-Denúncia, oferecia uma recompensa de R$ 3 mil por informações que levassem ao paradeiro do criminoso.