Investigações

Polícia Civil apura se houve conivência de servidores em fuga de detentos de delegacia, em Goiânia

Até o momento, nenhum dos sete foragidos foi recapturado




A Polícia Civil deu início às investigações sobre a fuga de sete detentos que serraram as grades de uma das celas da Delegacia de Capturas, localizada no Complexo das Delegacias Especializadas no Setor Cidade Jardim, em Goiânia. Informações preliminares davam conta de que os detentos teriam escapado neste fim de semana e a fuga só teria sido descoberta nesta segunda (19). Porém, o titular da delegacia, Rener Sousa, afirma que a evasão ocorreu nesta madrugada.

Conforme o delegado, foi lavrado uma ocorrência interna para apurar em que circunstância se deu a fuga. “Nós pegamos a escala de plantão, a relação de presos e o expediente para apurar se houve conivência de algum servidor”, afirma. Ele pontuou que já foi solicitada a perícia das grandes e também seu conserto.

Até o momento, porém, a polícia ainda não conseguiu identificar os foragidos e nenhum deles foi recapturado. Conforme o delegado, no momento da fuga havia 78 detentos na cela, onde deveriam ser mantidos apenas 35.

No dia 6 de julho deste ano, o Mais Goiás noticiou com exclusividade um caso semelhante, envolvendo um acusado de liderar uma quadrilha de roubo de gado em Goiás. O sumiço de Welton Ferreira Nunes Júnior, de 25 anos – dono de um patrimônio de R$ 6 milhões – só foi constatado na manhã de segunda-feira (4/7), mas teria ocorrido naquele fim de semana, entre os dias 1º e 3.

Welton estava mantido em uma das celas da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), também localizada no complexo do Setor Cidade Jardim. Porém, conforme explicou à ocasião o assessor de imprensa da Polícia Civil, delegado Gylson Mariano, quem cuida da segurança e vigia os presos que estão nas celas daquela delegacia são agentes lotados da Capturas.

Conforme Rener, passados mais de dois meses do sumiço de Welton, a polícia ainda não tem pistas de seu paradeiro.

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