APREENDIDO

Polícia apreende adolescente suspeito de matar o padrasto em Goiânia

Ele disse, durante o interrogatório, que a intenção era matar a vítima com intenso sofrimento


Laylla Alves
Do Mais Goiás | Em: 13/10/2020 às 16:28:46

Delegacia Especializada de Apuração de Atos infracionais (Depai) (Foto: Polícia Civil)
Delegacia Especializada de Apuração de Atos infracionais (Depai) (Foto: Polícia Civil)

A Polícia Civil apreendeu, nesta última sexta-feira (9), em Goiânia, um adolescente de 17 anos suspeito de matar o padrasto. O adolescente teria premeditado o ato infracional, que aconteceu no dia 2 de outubro deste ano, em Goiânia, durante um ano, segundo a corporação.

A Polícia Civil informou também que a detenção do adolescente só foi possível em razão dele ter sido apreendido pela Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos Automotores (DERFRVA), em Goiânia, em razão dele ter roubado um carro de um motorista de aplicativo e por ter sido apreendido com drogas.

ele foi encaminhado para a Delegacia Especializada de Apuração de Atos infracionais (Depai), onde foi identificado pela equipe como sendo o autor do ato infracional análogo ao crime de homicídio, foi interrogado e confessou ser autor do ato.

O Juizado da Infância e Juventude foi comunicado e ele foi internado nesta terça-feira (13) pelos atos infracionais cometidos.

O fato

O adolescente disse, durante o interrogatório, que a intenção era matar a vítima com intenso sofrimento e que achou que ela não sofreu nada com o ato que ele praticou.

Conforme a polícia, o infrator entrou no quarto da vítima e, enquanto ela dormia, a sacudiu duas vezes. Assim que o padrasto abriu os olhos, ele efetuou um disparo de arma de fogo na região da cabeça da vítima, que não resistiu ao ferimento e morreu.

Procurada, Azuen Magda Albarello, delegada responsável pela investigação do caso, disse que jovem afirmou a polícia que matou o padrasto pois ele queria ver o enteado, que faz uso de maconha e de cocaína há três anos,  livre das drogas.

Ele disse também para a corporação, que iria matar os funcionários da clínica onde ele já foi internado, mas não foi até o local por ser um lugar longe.

“A mãe do adolescente está assustada e tem medo do que o filho possa fazer, uma vez que ele ligou, um dia após o crime e, disse que só não matou a mãe pois não teve coragem”, informou a delegada.

O Mais Goiás não foi informado sobre a defesa do jovem, não sendo possível o contato com a mesma.

*Laylla Alves é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Hugo Oliveira