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PM que pisou no pescoço de mulher negra em bar é denunciado pelo MP-SP

Abordagem ocorreu em maio do ano passado. PM já havia sido indiciado por abuso de autoridade

A Polícia Civil de São Paulo indiciou por abuso de autoridade o policial João Paulo Servato, filmado pisando no pescoço de uma mulher negra. (Foto: Reprodução)
Abordagem ocorreu em maio do ano passado. PM já havia sido indiciado por abuso de autoridade (Foto: reprodução/ Globo)

O policial militar que pisou no pescoço de uma mulher negra, dona de um bar, durante uma abordagem em Parelheiros, em São Paulo, e o parceiro que o acompanhou na ação, em maio do ano passado, foram denunciados pela Promotoria de Justiça Militar do Ministério Público. Se a denúncia for aceita pela justiça, os PMs João Paulo Servato e Ricardo de Morais Lopes serão acusados de lesão corporal grave, abuso de autoridade, falsidade ideológica e inobservância de regulamento.

A vítima, Elisabete Teixeira da Silva foi atacada pelos policiais ao tentar impedir a agressão da dupla contra dois homens. No dia, a PM foi acionada para atender a uma ocorrência de funcionamento irregular de estabelecimento, com base na legislação vigente por conta da pandemia.

Na delegacia, os policiais alegaram terem sido agredidos com uma barra de ferro, socos e chutes por populares. A versão foi desmentida após o depoimento de testemunhas e análise do vídeo. As imagens mostram que Elizabete foi lançada ao chão, imobilizada e pisada no pescoço por um dos policiais, conforme foi registrado em um vídeo.

Na delegacia, os policiais alegaram terem sido agredidos com uma barra de ferro, socos e chutes por populares. A versão foi desmentida após o depoimento de testemunhas e análise do vídeo. As imagens mostram que Elizabete foi lançada ao chão, imobilizada e pisada no pescoço por um dos policiais, conforme foi registrado em um vídeo.

Servato já havia sido indiciado pela Polícia Civil por abuso de autoridade. Na época, reportagem do UOL apurou que, após o ocorrido, ele não foi afastado de imediato, como informou o governo paulista. Ele foi transferido para um batalhão, onde permaneceu atuando nas ruas por 45 dias, segundo relato de outros policiais.

Na abordagem, a comerciante, que na época tinha 51 anos, quebrou a tíbia e ficou com a perna engessada por 30 dias. Ela também precisou passar por uma cirurgia para colocação de uma haste e dois pinos.