Perigo em alto mar

Plataforma com problemas no casco guarda 450 mil litros de diesel, diz ANP

Os problemas no caso foram identificados na sexta (23) e, segundo a ANP, os danos ocupam uma área de 25 metros de comprimento por 3 de largura


Artur Dias
Do Mais Goiás | Em: 28/08/2019 às 21:32:10

Rio de Janeiro - Sede da Petrobras (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Sede da Petrobras (Tânia Rêgo/Agência Brasil)

ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) afirmou nesta quarta (28) que o navio plataforma Cidade do Rio de Janeiro, que enfrenta problemas estruturais na Bacia de Campos, tem 450 mil litros de óleo diesel e 169 mil litros de borra oleosa em seus tanques.

Empresa contratada pela japonesa Modec, operadora da embarcação, está se preparando para retirar parte desses volumes, aliviar a tensão do sistema de ancoragem e desconectar as tubulações ligadas aos poços para tentar movimentar a unidade para um estaleiro.

O Cidade do Rio de Janeiro está no campo de Espadarte, a 130 quilômetros do litoral fluminense. Os problemas no caso foram identificados na sexta (23) e, segundo a ANP, os danos ocupam uma área de 25 metros de comprimento por 3 de largura.

Segundo a ANP, o navio plataforma apresenta “inclinação reduzida”, de 12º. Em nota divulgada nesta quarta (28), a Modec diz que a embarcação permanece estável. A empresa foi contratada pela Petrobras para construir e operar a plataforma, que iniciou as operações em 2007.

O temor das autoridades é que um naufrágio provoque o derramamento no mar do óleo armazenado nos tanques da embarcação. O volume equivale à capacidade de 15 caminhões tanque como os usados para abastecer os postos.

Toda a tripulação, de 107 pessoas, foi evacuada durante o fim de semana. Nesta quarta, dez embarcações de apoio e combate à corrupção trabalham na área. Em sobrevoo na terça (27) foi identificada mancha de óleo estimada em 420 litros.

O Cidade do Rio de Janeiro é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para unidade de produção, armazenagem e transferência de petróleo e gás). Foi construída sob o casco de um navio e estava fora de operação desde julho de 2018.

No momento do acidente, Petrobras e Modec realizavam a desconexão de tubos que ligam a plataforma aos poços produtores. A plataforma é parte de uma lista de unidades antigas que serão desativadas pela Petrobras porque as áreas onde operam já não produzem volumes comerciais.

Em janeiro, o Cidade do Rio de Janeiro já havia sido responsável por outro vazamento, de 1,4 mil litros de óleo, que mancharam praias de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense. Na ocasião, a Petrobras disse que e Modec tomou todas as providências necessárias para cessar a fonte do vazamento.

Os 450 mil litros de óleo diesel

A ANP implantou uma sala de crise, em conjunto com Marinha e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis) para acompanhar a situação.