Drogas

PF prende 22 em ação contra tráfico de drogas sintéticas

Em apenas oito meses grupo movimentou R$ 240 milhões com a venda de insumos e entorpecentes




Três donos de laboratórios farmacêuticos de Goiânia estão entre os 22 presos na manhã desta quinta-feira pela Polícia Federal em Goiânia na Operação Quinto Elemento, que desbaratou a maior quadrilha de tráfico de drogas sintéticas do Brasil. A Operação, que teve como base Goiânia envolveu 400 policiais e prendeu acusados também em São Paulo, Paraná, Tocantins, Bahia, Minas Gerais e Distrito Federal.

A ação da quadrilha, que só este ano teria faturado R$ 240 milhões com a venda de insumos e comprimidos de Ecstasy começou a ser investigada em dezembro de 2013, quando federais descobriram no Setor Três Marias em Goiânia um laboratório com 30 quilos de cocaína e uma grande quantidade de éter. A partir daí, segundo o delegado Bruno Gama, chefe do Departamento de Repressão aos Entorpecentes (DRE), a PF descobriu que, usando notas fiscais fracionadas, laboratórios da Capital estavam adquirindo uma quantidade muito grande de éter, acetona e clorofórmio.

“No decorrer deste período fechamos outros nove laboratórios e descobrimos que estes insumos estavam sendo usados na confecção do chamado Ecstasy do Paraguai – anfetamina que é usada por motoristas de caminhões e também pelos jovens nas baladas”, destacou.

Durante as buscas e prisões realizadas na manhã desta quinta-feira, os policiais encontraram em uma das quatro drogarias investigadas uma considerável quantidade de cocaína. Os donos dos quatro estabelecimentos foram presos. No decorrer das investigações, o delegado descobriu que alguns donos de laboratório, percebendo a alta rentabilidade passaram a vender não apenas os insumos, mas também a fabricar os comprimidos de Ecstasy.

Como é de praxe, a Polícia Federal não divulgou o nome dos presos, e informou apenas que foram cumpridos 30 mandados de prisão temporária, oito de prisão preventiva, 40 de condução coercitiva, 55 de busca e apreensão e 12 sequestros de bens imóveis, incluindo um prédio residencial de 20 apartamentos que pertence ao dono de um dos quatro laboratórios investigados.As pessoas presas nos outros Estados e no Distrito Federal, ainda de acordo com a PF, também seriam responsáveis por vender ou fabricar o Ecstasy.

Os acusados responderão por tráfico de drogas, associação, falsidade ideológica e tráfico de produtos químicos que tem venda restrita e supervisionada pela Polícia Federal. O nome dado à operação faz referência ao éter, que era considerado pelos alquimistas como o quinto elemento.