Flash Back

PF deflagra operação em Goiás contra venda de drogas pela internet

Cerca de 70 policiais cumprem mandados de prisão temporária, condução coercitiva e busca e apreensão determinados pela Justiça



Operação investiga corrupção na Transpetro (Foto: Reprodução)
Operação investiga corrupção na Transpetro (Foto: Reprodução)

Mais uma operação da Polícia Federal (PF), a Flash Back, foi deflagrada em Goiás. Desta vez, cerca de 70 policiais federais cumprem nesta quinta-feira (20) mandados expedidos pela Justiça de busca e apreensão, prisão e condução coercitiva. LSD, ecstasy e lança-perfume são alguns dos entorpecentes ilícitos comercializados por meio de anúncios com imagens em sites, blogs e e-mails, informou a PF.

De acordo com a Polícia Federal, essa venda é realizada pela internet como se fosse legal a sua comercialização online. A PF informou nesta quinta que muitos envios de drogas para diversos lugares do Brasil por meio dos Correios foram identificados. Os policiais disseram que os traficantes não colocavam o endereço dos compradores para evitar a localização e prisão dos envolvidos.

Após um ano de investigações, a Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira em Goiás sete pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que oferecia drogas sintéticas pela Internet.

De acordo com o delegado Bruno Gama, chefe do grupo da PF que investiga o tráfico de drogas, a quadrilha comercializava entorpecentes sintéticos desde 2013. “Eles criaram alguns sites que quando a pessoa digitava, por exemplo, a palavra LSD, já era direcionada para ele, e a partir de então, o contato era feito por e-mail. Posteriormente a droga era enviada pelos Correios com o endereço do remetente falso”, relatou. 

“Sai mais viável comprar caixa lacrada” e “aproveite e ganhe um dinheiro extra” eram frases usadas nos anúncios para incentivar pela internet a compra e venda dessas drogas, informou a PF. “Ostensiva e acintosa” foi como os policiais definiram a atuação do grupo na comercialização online dos entorpecentes.

A quadrilha incentivava a compra de grandes quantidades para que o usuário também pudesse lucrar com a venda. “O fato é que eles contavam com a impunidade por estarem atrás de um computador, mas foi exatamente isso que nos ajudou a identificá-los depois que conseguimos rastrear as contas onde eram feitos os pagamentos pela droga”, explicou Bruno.

Os policiais afirmaram que foi possível chegar aos responsáveis pelos anúncios através da identificação das contas bancárias usadas na venda dessas drogas, que têm endereços de Morrinhos (GO). O dinheiro depositado nessas 14 contas de moradores da cidade era o que esses traficantes conseguiam com a venda dos entorpecentes, explicou a PF.

O delegado não divulgou a identidade dos sete presos, mas contou que um deles já cumpre pena por tráfico e outro saiu recentemente da cadeia. A Polícia Federal ainda não apurou quanto a quadrilha teria conseguido com a venda das drogas, mas já sabe que grande parte dessas substâncias era trazida da Argentina, o que, segundo Bruno, caracteriza tráfico internacional. A quantidade de entorpecentes que teriam sido apreendidos com os suspeitos também não foi divulgada.