operação Dose para Leão

PF apura superfaturamento e desperdício de medicamentos em Goiás e Tocantins

Foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão incluindo as cidades de Goiânia, Palmas e Aparecida. Controladoria Geral da União acompanha a investigação


Fabricio Moretti
Do Mais Goiás | Em: 27/06/2019 às 16:57:29

PF fez buscas em depósitos de medicamentos em Araguaína (Foto: Lucas Ferreira/TV Anhanguera)
PF fez buscas em depósitos de medicamentos em Araguaína (Foto: Lucas Ferreira/TV Anhanguera)

A Polícia Federal (PF) realizou nesta quinta-feira (27) a Operação Dose para Leão, que apurou o superfaturamento e desperdício de medicamentos e insumos hospitalares na Secretaria Municipal de Saúde de Araguaína, Tocantins (TO). Além da cidade, foram cumpridos doze mandados de busca e apreensão em Goiânia, Palmas e Aparecida de Goiânia.

Segundo a PF, a investigação teve início após uma denúncia sobre irregularidades no Centro Logístico da Prefeitura de Araguaína (TO). Foi constatado o superfaturamento em itens adquiridos pela Secretaria, chegando a mais de 400 %. Além da existência de produtos adquiridos por preços abaixo do preço de custo.

A corporação ainda informou que a falta de controle nas compras de insumos e medicamentos gerou grande perda de produtos por vencimento.

Segundo Tarcísio Junior Moreira, delegado da Polícia Federal (PF), foi identificado um esquema entre as empresas de Araguaína e Goiânia para vencer licitações no município de Tocantins. “Como a Prefeitura deixava de adquirir produtos de acordo na necessidade, acabava ocorrendo a compra emergencial de produtos por preços acima de mercado”, declara.

A Controladoria Geral da União (CGU) também acompanha a investigação. Porque os recursos utilizados para compra dos medicamentos e insumos são provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com a PF, técnicos da CGU farão uma análise técnica todos os documentos apreendidos na operação.

A PF ainda não sabe informou da quantidade de medicamentos desperdiçados. Por meio de nota, a Prefeitura de Araguaína disse que se colocou a disposição da investigação com todos os documentos e que “todo processo foi feito dentro da legalidade”.