Preço da gasolina sobe 51% no ano, mesmo sem aumento de imposto

Com o de hoje, Petrobras já soma oito reajustes sobre o preço da gasolina somente neste ano

Enquanto o preço da gasolina era de R$ 6,21 em média na primeira semana de agosto, esse valor havia subido para R$ 6,36 no dia 11 de setembro (Foto: Jucimar de Sousa - Mais Goiás)

O preço da gasolina em Goiás e no resto do país deve ficar ainda mais alto após a Petrobras reajustar, novamente, o valor do combustível nas refinarias. A decisão de repassar o reajuste aos consumidores fica a cargo dos postos de combustíveis. No entanto, ao contrário de informações que circulam na internet, as alterações de preço não estão relacionadas ao ICMS sobre o combustível, uma vez que, segundo a Secretaria da Economia, o imposto não tem reajuste há anos.

Com o de hoje, a Petrobras soma oito reajustes somente neste ano – um acúmulo de 51% no total. Agora, o preço médio do litro da gasolina sobe de R$ 2,69 para R$ 2,78, uma alta de 3,3%. Atualmente, o litro do combustível em Goiânia, por exemplo, pode ser encontrado a R$ 6,33 em média, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Com a alta nas refinarias, o valor nos postos também pode subir ainda mais.

Contudo, ao contrário de algumas versões que circulam na internet, vale destacar que o alto preço da gasolina não está ligado ao ICMS, único imposto estadual que incide sobre o segmento. O tributo é cobrado sobre o valor final do produto e, em Goiás, tem uma alíquota de 30% para a gasolina. Ao Mais Goiás, o superintendente Executivo da Receita Estadual da Secretaria da Economia, Aubirlan Borges, informou que a o ICMS “não é reajustado em Goiás há anos”, e de acordo com a pasta, isso não deve mudar nesta gestão.

Numa entrevista concedida no início deste ano, o superintendente afirma que o que se vê no preço da gasolina é uma oscilação desde que a Petrobras mudou sua política de preços. “A tributação é algo que se move lentamente ao longo dos anos. Em Goiás há muitos anos não tem mudança no ICMS do setor de combustíveis”, concluiu.

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De acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade, o momento não é favorável para um repasse de reajuste para o consumidor. Porém, esse repasse é uma decisão individual de cada posto de combustível.

“É claro que o ambiente no momento não está favorável para repassar reajuste. Até porque os consumidores já estão com o consumo retraído e o momento não é bom. Ninguém aguenta tantos aumentos. Mais Isso vai depender da situação de cada posto, da margem de lucro do posto, se está conseguindo arcar com os custos”, pontuou.