Do Mais Goiás

Penitenciárias adotam medidas de proteção contra o coronavírus

Equipes multiprofissionais especializadas estão disponíveis para o acompanhamento à população carcerária 24 horas por dia; um detento passou por isolamento em enfermaria e já foi liberado

Sindicato diz que faltam EPIs e álcool em gel para servidores do sistema prisional; Um vigilante já testou positivo para a Covid-19
De acordo com a DGAP, contato do paciente com outros funcionários foi restrito; Sindicato nega a informação

O Brasil confirmou, na última terça-feira (10), o 34º caso de coronavírus no país. Diante disso, medidas preventivas vem sendo tomadas em diversas áreas a fim de conter um possível surto da doença. É o caso das penitenciárias em Goiás, que já estão adotando medidas para lidar com casos do Covid-19 que, por ventura, ocorram.

O Superintendente de Atenção à Saúde de Aparecida de Goiânia, Gustavo Assunção, explicou que, caso seja necessário realizar o isolamento de algum reeducando, este será feito nas enfermarias. “Inclusive tem um caso que foi considerado suspeito e o paciente ficou em quarentena na enfermaria. O resultado do exame comprobatório para o coronavírus foi negativo e ele já foi liberado”.

A Gerência de Assistência Biopsicossocial da Diretoria-Geral de Administração Penitenciária (DGAP) informou também que ações preventivas são realizadas em conformidade com o protocolo determinado pelo Ministério da Saúde. “Nesse sentido, estão sendo realizados diariamente a triagem inicial dos custodiados para identificação de possíveis sinais de alertas; acionamento da vigilância epidemiológica mesmo para os casos que não aparentam sintomas, mas que estejam em locais considerados zonas de risco; isolamentos precoces; e comunicação com o  Laboratório Central do Estado de Goiás (Lacen). Além disso, está sendo feita a distribuição de equipamentos de proteção como, por exemplo, máscaras cirúrgicas descartáveis”.

Ainda de acordo com a Gerência, equipes multiprofissionais especializadas estão disponíveis para o acompanhamento necessário à população carcerária 24 horas por dia. O departamento ressalta ainda que o protocolo aplicado para a doença foi divulgado entre as equipes de enfermagem que atendem em unidades prisionais do Estado, bem como o plano de ação municipal.

A DGAP reiterou que em uma situação hipotética de suspeita da doença, a Secretaria de Estado da Saúde é acionada para que sejam tomadas as providências necessárias.