Cidades

Pela segunda vez, ex-prefeito de Planaltina é preso em nova fase da Operação Mãos à Obra

Operação visa apurar fraudes em contratações de empresas para reforma da Câmara Municipal da cidade


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 18/12/2018 às 10:21:51


Até o gerente do Banco do Brasil de Formosa foi preso na Operação (Foto: Divulgação/ MPGO)
Até o gerente do Banco do Brasil de Formosa foi preso na Operação (Foto: Divulgação/ MPGO)

O ex-prefeito de Planaltina de Goiás, Pastor André (PRB), foi preso novamente na quinta fase da Operação Mãos à Obra, deflagrada na manhã desta terça-feira (18) pelo Ministério Público de Goiás, por meio da 4º Promotoria da cidade. A operação, que visa investigar irregularidades encontradas em contratos na Câmara Municipal de Planaltina, também contou com o apoio da Polícia Civil e Militar.

De acordo com o MP, após novas provas e descumprimentos de medidas cautelares, foram expedidos os mandados de prisão preventiva, além do ex-prefeito, do advogado Edimundo da Silva Borges Júnior, que era ex-procurador Jurídico da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás e réu da Operação Caifás, que investigava desvios da Igreja Católica de Formosa. Também foi expedido um mandado de prisão provisória e um de busca e apreensão em desfavor do gerente do Banco do Brasil de Formosa, Noel Alves de Oliveira Filho.

A Operação começou a ser deflagrada no início do novembro, quando o então prefeito à época foi detido pela primeira vez, pois, na época da apuração dos fatos, ele era presidente da Câmara Municipal de Planaltina. De acordo com as investigações, Pastor André teria fraudado contratações de empresas e superfaturados obras, além de desvios do recurso do erário. Empresários da cidade e servidores da Casa Legislativa também foram presos.

Na segunda fase foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara Municipal. Na terceira fase, o MP detectou fraudes por parte de Fábio José de Souza Rodrigues, que era o ex-gestor de Contratos da Câmara, pois utilizada a sua proximidade com o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Casa, com fraude no endosso para que fosse sacado em espécie e repasse de um porcentagem para o gerente. Assim, na quarta fase foram cumpridos os mandados de prisão e busca e apreensão conta Edimundo e Fábio José.