Operação Otium

PC prende funcionários públicos suspeitos de vender vagas de cirurgias em hospitais de Goiânia

De acordo com a PC, os suspeitos, para vender as vagas, burlavam a fila de espera para quem pagasse uma quantia em dinheiro


Kayque Juliano
Do Mais Goiás | Em: 24/04/2019 às 12:13:57

Materiais apreendidos pela polícia durante a operação (Foto: Divulgação/ PC)
Materiais apreendidos pela polícia durante a operação (Foto: Divulgação/ PC)

A Polícia Civil, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor de Goiás (Decarp), deflagrou na manhã desta terça-feira (23) a segunda fase da Operação Otium, cujo o objetivo é desarticular um esquema de venda de vagas para cirurgias em hospitais públicos, em Goiânia.

De acordo com a PC, os suspeitos, para vender as vagas, burlavam a fila de espera para quem pagasse uma quantia em dinheiro. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão em residências de funcionários públicos da Saúde na capital.

Entre os alvos desta fase da operação, estão duas irmãs, uma atual e outra ex-funcionária do Instituto de Desenvolvimento Tecnológico e Humano (Idtech), órgão responsável por realizar a denúncia à Decarp e que presta serviços ao Hospital Geral de Goiânia (HGG), onde, supostamente, ocorreu a maioria das fraudes.

Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares dos investigados, documentos ligados às supostas fraudes, receituários médicos, atestados médicos e materiais hospitalares.

Na primeira etapa da operação, a Decarp já havia prendido Eder Alves da Rocha, suspeito de intermediar a comunicação entre as pessoas que buscavam as cirurgias e os funcionários públicos participantes do esquema criminoso.

O delegado responsável pela investigação do caso, Rhaniel Almeida, afirmou que os elementos colhidos apontam que mais de 30 pessoas deverão ser indiciadas pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, peculato e inserção de dados falsos em sistemas de informações.