PC apura se houve tentativa de assalto ou disparo acidental em criança baleada

O imóvel passou por perícia mas exames não foram capazes de comprovar ou afastar a versão de que a residência teria sido invadida


Jessica Santos
Do Mais Goiás | Em: 13/11/2019 às 13:54:04

A Polícia Civil (PC) apura se houve tentativa de assalto ou disparo acidental em caso de criança de 11 anos baleada na perna, em Aparecida de Goiânia. (Foto: google Street View)
A Polícia Civil (PC) apura se houve tentativa de assalto ou disparo acidental em caso de criança de 11 anos baleada na perna, em Aparecida de Goiânia. (Foto: google Street View)

A Polícia Civil (PC) apura se houve tentativa de assalto ou disparo acidental em caso de criança de 11 anos baleada na perna, em Aparecida de Goiânia. O imóvel passou por perícia nesta terça-feira (12), mas os exames não foram capazes de comprovar ou afastar a versão apresentada pelo padrasto da vítima, de que a residência teria sido invadida por criminosos. Caso continua sob investigação.

Segundo expõe o delegado responsável pelo caso, Henrique Berocan, nenhuma hipótese foi descartada. “A perícia não encontrou sinal que evidencie que alguém pulou o muro da residência. Não encontramos nenhuma arma no local. Nas imagens de câmeras de segurança também não foi visto ninguém. Então nada foi descartado”, disse.

As investigações são conduzidas com duas hipóteses principais. A primeira, com a versão sustentada pela criança e pelo padrasto, de que a casa teria sido invadida por um suposto assaltante, que efetuou o disparo após a vítima correr. A segunda, porém, é de que o disparo tenha sido feito de forma acidental por uma suposta arma existente no imóvel. Como já mencionado, porém, nenhuma arma foi encontrada.

Ainda conforme explica o delegado, foi realizado o levantamento de testemunhas e a corporação já realizou entrevistas informais. Equipes da Polícia-Técnico Científica (PTC) devem retornar ao local nesta quarta-feira (13) em busca de mais imagens de câmeras de segurança que possam ajudar nas investigações.

Caso as investigações confirmem que houve disparo acidental, o padrasto da criança poderá responder por omissão de cautela e posse ilegal de arma de fogo – se o revólver não possuir registro. O homem pode responder também por fraude processual caso fique comprovado que ele lavou o ambiente antes da chegada da polícia.