Ousadia

Pastor e outras três pessoas são denunciados por aplicar golpes através de pirâmide financeira

De acordo com o MP, grupo gerou prejuízo de R$ 500 mil ao prometer investimentos em barris de petróleo às vitimas


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 21/05/2019 às 18:44:02

Promotoria de Caiapônia (Foto: Divulgação)
Promotoria de Caiapônia (Foto: Divulgação)

O pastor Gersil Caetano Rosa, seu filho, Fábio Gomes Caetano, o escrivão da Polícia Civil (PC), Adolfo de Freitas Filho, e a fiel Patrícia Castro Bessa, foram denunciados pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) por associação criminosa, estelionato e crime contra a economia popular. De acordo com o órgão, os golpes eram aplicados em Caiapônia, a 335 quilômetros de Goiânia, num esquema criminoso envolvendo pirâmide financeira.

Na denúncia, feita pela promotora Teresinha de Jesus Paula e Sousa, consta que os acusados teriam prometido lucros através de negociações de barris de petróleo, por meio de uma empresa de fachada denominada Fuel Age. O grupo teria obtido R$ 500 mil contando com supostos investimentos feitos e valores repassados. Os investimentos variavam, de acordo com as vítimas, de R$ 480 a R$ 22.940,00.

Até o momento, mais de 30 vítimas foram identificadas sendo eles moradores de Caiapônia, Jataí, Iporá, Doverlândia e Barra do Garças (MT). Algumas delas seriam fiéis da igreja que Gersil atuava. O MP destaca que o pastor e o filho pesquisaram o esquema de pirâmide financeira antes de aplicarem o golpe. Já Adolfo e Patrícia eram responsáveis de atrair os investidores para a empresa.

Como forma de aparentar credibilidade, o grupo realizava encontros dentro da igreja para convencer as vítimas. Além disso, os acusados visitavam as casas e os trabalhos dos então investidores. Os repasses dos títulos de investimentos realizados pelas vítimas ficavam sob responsabilidade de Fábio. Ele os recebiam em casa e entrega senhas para que pudessem acompanhar o desempenho das aplicações. O grupo realizava, em média, 35 atendimentos por dia. Aos clientes, eles asseguravam que “as aplicações que estavam realizando eram seguras e não precisavam ter receio algum, pois os lucros seriam garantidos.”

Após algumas aplicações, as vítimas procuravam os acusados para tentar resgatar o dinheiro investido. Porém, era alegado que o site da empresa estaria com defeito e que os lucros seriam repassados brevemente. Dias depois, as vítimas foram informadas que a empresa havia falido e que as quantias investidas não seriam resgatadas.

O Mais Goiás não conseguiu contato com a defesa dos citados. O espaço fica aberto para manifestações. Por meio de nota, a Polícia Civil informou que “existe procedimento disciplinar em andamento na Gerência de Correições e Disciplina da instituição para apurar o viés disciplinar das condutas imputadas ao servidor.”