Eleições 2020

Participação ou ausência de Iris não muda planos de pré-candidatura de Francisco Jr.

Deputado afirma que só não disputado o paço municipal, se Vanderlan, que pode ir para o PSD, for o nome escolhido pelo partido


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 03/02/2020 às 15:59:48

(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

“Não acredito que mude alguma coisa pela presença ou ausência da pessoa dele [Iris Rezende (MDB)] na campanha ou na minha decisão”, afirma o deputado federal Francisco Jr. (PSD), pré-candidato a prefeito de Goiânia. Além disso, o congressista vê a possível eleição pulverizada, com muitos nomes na corrida, como enriquecedora. “O primeiro e o segundo turno servem exatamente para isso”, observa.

Ainda sobre isso, Francisco destaca que no primeiro turno é possível dar ampla oportunidade de todos apresentarem projeto, fazer uma discussão da cidade, enfim, enriquecer a discussão. “Então eu não vejo nenhum problema.”

O deputado acredita que, atualmente, sejam cerca de dez ou 11 pré-candidaturas apresentadas. “Se todas saírem, eu entendo que é positivo, até porque, com a legislação que não se pode ter mais a coligação proporcional acaba estimulando também os partidos a terem candidato majoritário para ajudar na organização da chapa proporcional. Isso é normal, é natural, é democrático, e acredito que Goiânia ganha com isso.”

Situação inédita

Francisco Jr. analisa que este pleito terá situações inéditas. Será a primeira que a legislação não permitirá a coligação proporcional. Além disso, ele aponta um financiamento de campanha diferente, mais rigoroso, com muita fiscalização. E a presença muito intensa das redes sociais, pela primeira vez, na campanha de vereadores e prefeitos.

“Nós tivemos uma experiência inovadora nas eleições passadas, temos um ambiente hoje no Brasil polarizado. Pela primeira vez houve uma grande discussão sobre direita e esquerda, conservador e liberal, e não temos ainda conhecimento se isso vai alcançar as eleições municipais”, atenta.

Porém, para ele, ele acredita que a campanha vai exigir ais dos candidatos no sentido de propostas, capacidade de articulação e debater com a sociedade. “Penso que cada vez mais vai diminuindo o espaço para aquele candidato que apresenta soluções mágicas, fáceis demais sem demonstrar de onde virá a solução, então a população vai se tornando cada vez mais informada e mais exigente”, diz e antecipa: “A intenção é chegarmos bem preparados, com soluções reais, apontando de uma forma muito transparente e realista soluções para os principais problemas da cidade.”

Fator Iris Rezende

Nada muda nos planos de Francisco com a participação ou não de Iris Rezende. “Não acredito que mude alguma coisa pela presença ou ausência da pessoa dele na campanha ou na minha decisão. Eu sempre defendo que nós precisamos conversar sobre projetos, sobre planos.”

Ainda segundo ele, o que precisa ser feito é desenvolver o trabalho e não conduzir uma campanha a partir da pessoa, do nome. “Ao contrário, nós precisamos ter um projeto bem definido para a cidade, então nós temos que fazer uma avaliação do que está sendo implementado na prefeitura, o que é positivo ou negativo, não necessariamente a pessoa.”

Ele aproveita, ainda, para elogiar o cacique do MDB. “Ele é um grande homem, um grande político, um grande líder, que saberá decidir se deve ou não participar. Só ele pode ter essa condição de escolha”, avalia.

Vanderlan Cardoso

Recentemente, a ida de Vanderlan Cardoso para o PSD tem sido ventilada, uma vez que o senador tem se desentendido com a direção do Progressistas, partido ao qual está filiado. Com isso, foi questionado a Francisco Jr. se haveria mudanças na disputa pelo paço municipal, já que Cardoso também tem aspirações Prefeitura da capital.

“Eu fui o primeiro a convidar o senador Vanderlan para se filiar ao PSD. Eu entendo que ele tem grandes qualidades, disputou as eleições passadas, hoje senador com uma boa votação na cidade Goiânia… É um player importante e com certeza, se não for candidato, será o maior cabo eleitoral nas próximas eleições.”

Inclusive, para Francisco, a única possibilidade dele próprio não ser candidato é se houver um consenso que deve ser Vanderlan. “Não tenho nenhuma dificuldade em articular com o Vanderlan. Ele ajuda e soma muito ao PSD, e nós vamos trabalhar juntos, não tenho dúvida sobre isso.”

Assim, ele brinca que o PSD começa a ter um “bom problema”. “Gostaria muito de ter o apoio dele, mas se lá na frente entendermos que ele está mais bem posicionado e deve ser o candidato a prefeito, então terá meu apoio e todo meu engajamento na campanha, sem nenhuma dificuldade.”

Vereadores

O deputado federal revelou, ainda, que, neste momento, as conversas para a montagem da chapa proporcional, de vereadores, tem sido intensificada. “É um trabalho que está sendo coordenado pelo ex-deputado Simeyzon, pois queremos ter uma chapa completa, bastante competitiva.”

De acordo com ele, desde o ano passado já existem conversas com muitos bons nomes, mas agora isso acontece com mais intensidade, inclusive com outros partidos. Já sobre a composição do vice, esta ainda está amadurecendo, “então não deve ser definida agora. Isso deve acontecer a partir de junho ou julho”, conclui.