CORONAVÌRUS

Parceria leva doação de álcool em gel a caminhoneiros na BR-153

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Cargas de Goiás, quatro motoristas já morreram vítimas de covid-19 em Goiás


Leicilane Tomazini
Do Mais Goiás | Em: 22/05/2020 às 12:15:35

(Foto: Divulgação/PRF)
(Foto: Divulgação/PRF)

A categoria dos caminhoneiros talvez seja uma das mais expostas ao contágio pelo coronavírus. Isso porque costumam percorrer todo o país e, muitas vezes precisam usar banheiros compartilhados, almoçar em restaurantes à beira de estradas, além, é claro, de circularem pelos mais diversos locais, dos quais não têm dimensão do impacto da doença. Diante disso, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em parceria com a Faculdade de Farmácia da Universidade Federal de Goiás e a Loja Maçônica Luz no Horizonte, promove a distribuição de 1,5 mil frascos de álcool em gel para os profissionais que passarem pela unidade da corporação, situada na BR-153, em Hidrolândia, nesta sexta-feira (22).

A iniciativa partiu grupo maçônico que adquiriu embalagens, glicerina e álcool. O produto foi produzido no Laboratório de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de Bioprodutos da Faculdade de Farmácia e os voluntários foram mestrandos e doutorandos do Programa de Pós Graduação em Ciências Farmacêuticas. Eles realizaram a transformação do álcool para que pudesse ser utilizado com eficácia na desinfecção da população. A PRF foi a instituição escolhida para fazer parte da corrente solidária.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Autônomos de Cargas de Goiás (Sinditac), Vantuir José Rodrigues, está havendo uma maior conscientização da classe diante da pandemia. Segundo ele, caminhoneiros estão adotando as medidas de precaução, como uso de máscaras e álcool em gel. Apesar disso, Vantuir falou à reportagem que já perdeu quatro colegas, vítimas da covid-19.

Fuga

No início deste mês, Um caminhoneiro de 55 anos, diagnosticado com covid-19, fugiu do Hospital de Campanha de Goiânia (HCamp), em Goiânia. Ele foi transferido para a capital após ficar um tempo internado no Hospital Municipal de Morrinhos. Segundo o HCamp, ele fugiu após ter o pedido de alta negado pelo hospital.

O paciente foi capturado pela polícia dias depois, em Ponte Alta, no Estado de Santa Catarina. Após ser encaminhado de volta ao hospital, realizou novo teste e o resultado deu negativo. Ele foi liberado após assinar termo onde se comprometeu a comparecer em um hospital em Caxias do Sul para realização de um novo teste.