COLÉGIO DA PM

Pais e estudantes denunciam problemas em direção de colégio militar de Goiânia

Colégio é o mesmo em que estudante planejava um ataque. Pais e alunos relatam impasses com tenente chefe disciplinar e verba de festa junina


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 12/11/2019 às 16:59:14

Colégio é o mesmo em que estudante planejava um ataque nesta terça. Pais e alunos relatam impasses com tenente chefe disciplinar e verba de festa junina (Foto: Google Street View)
Colégio é o mesmo em que estudante planejava um ataque nesta terça. Pais e alunos relatam impasses com tenente chefe disciplinar e verba de festa junina (Foto: Google Street View)

Pais de alunos do Colégio Estadual Da Polícia Militar Waldemar Mundim, no Conjunto Itatiaia, denunciam problemas na instituição. Segundo a mãe de um aluno, que procurou o Mais Goiás, “está uma bagunça” e “com uma direção irregular”. Na última segunda-feira (11), um estudante suspeito de planejar ataque no colégio foi retirado da unidade pelos pais, após uma reunião com o corpo diretor da unidade e o Conselho Tutelar.

“A nova direção não se comunica com os alunos e responsáveis. Ninguém sabe o que acontece lá dentro, tem muita coisa errada. Vários pais querem denunciar a direção do Colégio na corregedoria da Polícia Militar (PM) mas eles não querem se identificar pois têm medo de perseguição, alegam que colégios militares perseguem alunos”, afirma a mãe de uma aluna, que prefere não se identificar.

Ela ainda explica que todos os anos os alunos do terceiro ano do Ensino Médio organizam a festa junina. E, com o dinheiro arrecadado, a direção paga uma viagem na chamada ‘aula da saudade’ no fim do ano. “Contudo, a direção esse ano disse que não sobrou dinheiro e que não terá aula da saudade. Não sabemos para onde foi esse dinheiro. Além disso, querem cobrar R$ 200 para alugar a farda para a formatura, quase o valor que se compra uma”, acrescenta.

A mãe ainda afirma que um tenente da escola constantemente xinga os estudantes. E que o caso já foi passado para a atual direção, “que não tomou providências”. Ao Mais Goiás, uma estudante do terceiro ano disse o tenente sempre faz “comentários machistas, preconceituosos, homofóbicos e racistas”.

“Ele diz para as alunas que mulher nasceu para cuidar dos filhos, que não podem beber e jogar futebol porque estariam se desvalorizando. Em um Colégio onde é pregado civismo e cidadania, está acontecendo o contrário, e logo com o chefe disciplinar”, diz a jovem.

O Mais Goiás tentou contato no Colégio Estadual Da Polícia Militar Waldemar Mundim, mas as ligações não foram atendidas. O Comando de Ensino Policial Militar (CEPM) alegou que “tomou conhecimento das denúncias e determinou que os fatos fossem apurados”.

Estudante planejou ataque a colégio

Na última segunda-feira (11), estudantes não compareceram às aulas após circular no Whatsapp mensagens de um adolescente programando um possível massacre no colégio. Segundo relatos dos próprios estudantes, o jovem estaria planejando o ataque para esta terça-feira (12), quando completa 16 anos de idade. Os pais do adolescente o retiraram da escola.

De acordo com Carlin Júnior, conselheiro tutelar da região norte, ele recebeu diversos prints em que o menor diz que mataria todos com uma faca. E que o prazer dele “seria ver a faca entrando”.

Estudante é suspeito de planejar ataque a colégio militar em Goiânia

Estudantes de Colégio Militar compartilharam ameaças de aluno planejando massacre (Foto: Reprodução)