Operação fiscaliza e interdita comunidade terapêutica, em Aparecida de Goiânia

Segundo a PC, foram encontrados alimentos vencidos e um quarto onde os internos eram trancafiados; um deles relatou ter sido agredido na última terça-feira


Thaynara Cunha
Do Mais Goiás | Em: 27/03/2019 às 18:18:59

Comunidade funcionava de maneira clandestisna (Foto: Divulgação / PC)
Comunidade funcionava de maneira clandestisna (Foto: Divulgação / PC)

A Polícia Civil (PC), por meio da 2ª Delegacia Regional de Polícia, deflagrou na manhã desta quarta-feira (27), uma operação para apurar denúncias de tortura e maus-tratos em uma comunidade terapêutica no Jardim Rosa do Sul, em Aparecida de Goiânia. A unidade abrigava idosos e dependentes de drogas. Além disso, mantinham um adolescente de forma irregular entre os pacientes.

A dona da clínica foi presa em flagrante por crime ambiental, devido a um esgoto que corria no local. Ela também será investigada por suposto crime de tortura. Segundo a responsável por coordenar a operação, delegada Cybelle Tristão, um dos internos afirma ter sido agredido dentro da unidade na última terça-feira (26). “[A mulher] ficará presa até o poder judiciário decidir se ela responderá por liberdade ou não”, informou a PC.

Além disso, a comunidade funcionava de maneira irregular. O local não possuía documentação para permissão de exercício. Os pacientes devem ser devolvidos aos familiares. Os envolvidos no caso estão sendo ouvidos pela delegada e os internos prestarão depoimentos como testemunhas.

QUARTO escuro e alimentos velhos

No local, foi identificado um quarto onde os internos ficavam trancafiados. Além disso, os alimentos encontrados, que ficavam à disposição dos pacientes, já estavam vencidos e muitos estavam em estado de putrefação.  Ainda conforme Cybelle, a propriedade estava em péssimas condições de limpeza. O local foi interditado e os alimentos apreendidos pela Vigilância Sanitária.

A operação foi realizada pela Polícia Civil em parceria com o Ministério Público de Goiás (MPGO), Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros, Secretaria do Meio Ambiente e Conselho Tutelar. A iniciativa tem o objetivo de fiscalizar denúncias de torturas e maus-tratos sofridas por internos em casas terapêuticas clandestinas.

(Foto: Divulgação / PC)

(Foto: Divulgação / PC)

(Foto: Divulgação / PC)

(Foto: Divulgação / PC)